sábado, 6 de setembro de 2014

PIADA DE SABADO; “Queremos que o Brasil seja uma potência olímpica em 2016”


Esse é o autor da piada: Marcus Vinicius Freire,  diretor-executivo dos desportos do Comitê Olímpico Brasileiro
COB

Agora a pouco li essa preciosidade no portal PUBLICO, é inacreditável, mais ainda tem gente que acha que de fato Deus é brasileiro, mesmo depois do inesquecível e apoteótico 7 a 1. Atenção,  leia a integra dessa entrevista apenas no contexto de uma legitima PIADA nacional, caso contrario, não leia. Origem do texto;http://www.publico.pt/desporto/noticia/queremos-que-o-brasil-seja-uma-potencia-olimpica-em-2016-1668751#/0

Há dois anos, nos Jogos Olímpicos (JO) de Londres, o Brasil alcançou 17 medalhas, naquele que foi o melhor registro da sua história. Em 2016, no Rio de Janeiro, quer alcançar perto de 30 e assumir-se definitivamente como uma potência olímpica. Marcus Vinicius Freire, diretor executivo dos desportos do Comité Olímpico Brasileiro (COB), assumiu este desafio e rodeou-se de profissionais experientes para cumprir a missão. Ex-voleibolista profissional (integrou a seleção que conquistou a medalha de prata nos Jogos de Los Angeles, em 1984), formado em economia, com passagens pela diretor-executivo do BES no Brasil e da companhia de seguros Tranquilidade, entre outras empresas, este extrovertido gestor, de 51 anos, é o rosto de uma revolução em curso no olimpismo brasileiro.
Qual é a meta desportiva traçada pelo Brasil para os JO do Rio?
 O nosso objectivo é entrar na lista dos 10 países com mais medalhas conquistadas. Não é simples, será uma luta muito difícil, mas tem vindo a ser planeada nos últimos anos e acredito que é realista colocar como meta uma entrada neste top 10. Deste ranking fazem parte um grupo de países que qualifico como ‘inalcançáveis’. Estou a falar dos EUA, China e Rússia, que conquistam normalmente cada um mais de 80 medalhas. No patamar abaixo, encontra-se um segundo grupo que soma mais de 30 medalhas, que inclui o Reino Unido, Alemanha, Japão, Austrália e França. Também não será fácil ao Brasil superar esta fasquia já em 2016, mas poderá ser uma meta para os JO de 2020 ou 2024. Depois destes dois conjuntos, seguem-se oito países que lutam pelas duas vagas restantes deste ranking: Coreia do Sul, Itália, Holanda, Ucrânia, Canadá, Hungria, Espanha e Brasil.
São muitos candidatos para poucos lugares…
É verdade, é um objectivo ambicioso como já disse. Nós temos de saltar das 17 medalhas [três de ouro, cinco de prata e nove de bronze] e do 14.º lugar conquistados nos últimos JO de Londres [2012] para 27 ou 28 medalhas, que dariam teoricamente entrada no nono ou décimos lugares do ranking.
É possível transformar o Brasil numa potência olímpica em tão pouco tempo?
Essa é a meta que desenhamos já para 2016, mas queremos manter esse estatuto após os Jogos do Rio. Tecnicamente, o nosso objectivo é conquistar perto de 30 medalhas. De que forma? Conquistando mais medalhas nas modalidades que já temos história, como por exemplo o voleibol, o judo, vela, etc. E alcançar outras em modalidades onde nunca ganhámos medalhas. Todos os países que estão normalmente representados no top 10 ganham medalhas em mais de 13 modalidades distintas.
Já está delineada a estratégia para alcançar a essa meta?
A estratégia passa um investimento racional e por apostas ponderadas ao nível das modalidades e dos atletas com maior potencialidade para conquistar medalhas. Para cada disciplina olímpica, criámos o chamado valor desportivo esperado, desenvolvido pelos especialistas do COB e das confederações. Através deste indicador, fazemos os investimentos nos atletas que terão mais probabilidades de ganhar e acredito que este é o caminho certo para o sucesso.
Os bons resultados alcançados nos Jogos Sul Americanos de 2014 contribuíram para essa ambição?
Não. Tanto os Jogos Sul Americanos como os Jogos Pan-Americanos são degraus que precisamos cumprir, mas muitas vezes podem iludir-nos. Nos Jogos Sul-Americanos, nomeadamente, somos muito mais fortes que os nossos adversários [o Brasil conquistou 258 medalhas no total, contra 166 alcançadas pela Colômbia, segunda do ranking]. Depois, nem sempre enviamos os melhores atletas para esta prova. O mesmo acontece nos Jogos Pan-Americanos, embora aqui tenhamos de lutar com outros países fortes, mas que constituem um grupo relativamente reduzido. Já nos JO, competem 21 países para entrar no top 10 das medalhas. São lutas diferentes e é bom não as comparar.
Numa modalidade importante como o atletismo, o Brasil perdeu força nos últimos anos (conta no seu historial com quatro medalhas de ouro, três de prata e sete de bronze). Isso pode mudar no Rio?
É uma modalidade muito importante e aquela que distribui mais medalhas. Conquistamos medalhas nos JO de 2000, 2004 e 2008, mas não ganhámos nada em 2012. A Confederação de Atletismo teve uma mudança radical nos últimos anos, apoiada com fortes investimentos por parte do COB. Contratámos treinadores estrangeiros para muitas das especialidades e temos atletas a treinarem no estrangeiro para melhorarem os seus rendimentos. A nossa expectativa é conquistar mais de uma medalha nesta modalidade nos Jogos do Brasil.
Globalmente que balanço faz da preparação atlética para os Jogos?
Está tudo a correr dentro do planeado, tanto ao nível técnico como motivacional. Exactamente como foi delineado desde 2009, quando nos foi atribuída a organização dos Jogos de 2016.