quarta-feira, 2 de julho de 2014

NÃO VOU LAMENTAR A MORTE DE DILMA ROUSSEFF

 
 
O que aconteceu ontem em São Paulo, o que tem acontecido sistematicamente em varias cidades sedes desse lixo chamada COPA DA FIFA, é inadmissível, como não estou aqui para agradar ninguém , vou em frente.
 
A forma genocida, ditatorial, truculenta e covarde com que a POLICIA MILITAR tem  se comportado,  tem um único responsável, a pateta numero 1 do Brasil aquela aloprada lá de Brasília, todos se lembram antes desse evento, ela disse quase que literalmente que não iria admitir qualquer tipo de manifestação  que ameaçasse a relação desse circo, é obvio que quando ela disso isso já estava tudo combinado com os respectivos governadores, para que esse fossem implacáveis com qualquer tipo de manifestação, entretanto o que estamos vendo é algo assustador, com isso temos radicais, professores universitários, advogados,  jornalistas, padres e etc sendo tratado da mesma forma que a pateta DILMA foi tratada  na ditadura com agressões físicas, prisões, intimidações e covardia.
 
Qual o legado desse lixo chamada COPA DO MUNDO DA FIFA?? vos digo, durante 30 dias passamos de uma democracia de banana, para uma ditadura de banana. E tudo isso em troca de que?? Tudo para que milhões de retardados aplaudem, PACIFICAMENTE A 'FIFA'.
 
Definitivamente não vou lamentar quando a 'presidenta' do Brasil morrer, ainda que demore décadas, não vou me esquecer disso dona Dilma.  Ainda ei de comemorar efusivamente sua morte
 
A seguir um depoimento do professor RICARDO LISIAS , ENTRETANTO DISCORDO QUNDO O PROFESSOR COLOCA A CULPA NO OTARIO DO GOVERNADOR DE SÃO PAULO, pois esse , como os outros governadores são apenas isso, otários, é certo que todos estão apenas cumprindo ordem, FATO, uma vez que essa covardia é algo que vem acontecendo em todas as cidades sedes, independente de serem do PT, PSDB e etc, parecer ser uma espécie de policia-POLITICA DITATORIAL DO BRASIL, com o aval da FIFA, e logico dos milhões de retardados mentais que aplaudem 'pacificamente esse circo. E VIVA A COPA DAS COPAS.
 
 
Atualização de status: https://www.facebook.com/ricardo.lisias
De Ricardo Lisias
O QUE EU VI NO ATO NA PRAÇA ROOSEVELT

Amigos, eu estava há uma hora e meia atrás na Praça Roosevelt no ato pela liberdade de Fabio Hideki e outros manifestantes que foram presos sem razão jurídica alguma. Fui convidado com algumas outras pessoas para falar. Cheguei por volta de 18 horas e fui até a mesa, onde os organizadores estavam terminando de montar a ordem das falas.

O ato estava formado por todo tipo de coletivos: sindicatos, advogados, movimento gay, uma galera pedindo liberdade de expressão, todo mundo pela liberdade dos rapazes. Por volta de 19 horas um grupo começou a tocar um bumbo e eu encontrei meus amigos: a escritora Vanessa Barbara, a mãe e o namorado dela, e a fotógrafa Fernanda Fiamoncini.

Havia uma quantidade impressionante de polícia cercando a praça: Tropa de Choque, Cavalaria etc. Ninguém chegava muito perto deles. De repente, um negócio me deixou pasmo: dois policiais sem identificação entraram no meio da manifestação e se colocaram na frente da mesa onde a gente iria falar! Um deles tinha uma câmera (bem obsoleta, parecia câmera de VHS) e ficava filmando o rosto das pessoas.

Repito: dois policiais entraram no meio da manifestação para intimidar o pessoal. Foi a mais ou menos três metros de onde eu estava. Aí um grupo ficou tenso e começou a gritar. Os dois policiais continuaram enfiando a câmera na cara das pessoas em clara atitude de intimidação e na verdade ainda uma outra coisa: para causar um incidente. Bastava que um jovem caísse ali na frente dele e um policial escorregasse para que os cavalos viessem em cima da gente.

Por sorte o ato estava bem organizado e não houve incidente. Dois advogados foram presos (pasmem!!) sem que houvesse qualquer tumulto. Vou repetir o que eu vi: o protesto era pacífico, não havia ninguém com o rosto coberto, não havia nada sendo depredado e a polícia de fato tentava a todo custo causar um incidente.

É isso que está acontecendo. Agradeço às pessoas que me convidaram: eu vi a três metros de mim que vocês estão apenas fazendo uma manifestação. É preciso deixar claro para toda a sociedade o que acontece: manifestações tranquilas até que a polícia consegue provocar algo: incrível, eles se colocaram em frente a uma mesa onde professores da USP, um juiz, eu e um cara do movimento gay iríamos falar.

Não podemos aceitar isso. A polícia serve para me proteger e não para tentar retirar a minha fala. Eu protesto: soltem os inocentes!

leia MAIS: direto do portal do ELPAIS:http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/02/politica/1404266598_672789.html

"Um ato em protesto contra a prisão arbitrária de manifestantes e a repressão policial terminou nesta terça-feira, na Praça Roosevelt, na região central de São Paulo, com cinco novas pessoas detidas, duas delas que pertencem a um grupo de advogados ativistas que, segundo a polícia, teriam cometido desacato à autoridade. Testemunhas afirmam que eles pediram a identificação de Policiais Militares que estavam sem o nome, algo que não é permitido.
O grupo de cerca de 300 pessoas era formado na maioria por estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP), onde trabalha Fábio Hideki Harano, de 26 anos, que foi preso com outro ativista após um ato no último dia 23 de junho, em São Paulo. Os manifestantes acusam a Polícia Militar de ter plantado provas contra ele, com o objetivo de intimidar os movimentos sociais que têm protestado desde junho do ano passado, quando os grandes atos começaram a tomar as ruas. A versão foi confirmada pelo padre Júlio Lancelotti, um conhecido ativista pelos direitos humanos, que presenciou a prisão de Harano, em um vídeo divulgado pelo grupo Advogados Ativistas, que têm circulado na internet.
Dois dos presos no ato desta terça, Daniel Biral e Silvia Daskal, faziam parte desse grupo de defensores, que auxilia os detidos nos protestos. Segundo os manifestantes, os dois foram colocados à força em um carro da PM depois de Daskal questionar os motivos de os policiais presentes estarem sem a identificação nas fardas, algo visto por diversas vezes nos protestos do ano passado, muitos deles marcados por desproporcional violência policial.
Os jornalistas relatam que foram intimidados pelos policiais ao gravarem o momento da prisão. Em uma foto que foi divulgada após o episódio, Biral, já na delegacia, aparece com marcas vermelhas no rosto e no pescoço. O padre Júlio, presente no ato desta terça, afirmou que ele apresentava muitas marcas pelo corpo e chegou a desmaiar dentro do carro da polícia. “Bateram nele. Estamos em uma guerra declarada”, afirmou.
Segundo a Polícia, os dois advogados detidos ofenderam e empurraram os policiais militares. Eles foram levados para a delegacia, onde assinaram um termo circunstanciado de desacato e foram liberados. Casos de abuso, segundo a Polícia, devem ser denunciados à Corregedoria.
Outras três pessoas também foram levadas do ato em carros da PM. Um deles é um artesão vendedor de flautas que, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, teria ofendido a Tropa, se afastado e retornado com "uma mochila volumosa e incitado um grupo de cerca de 50 manifestantes contra três policiais". Neste momento, os policiais atiraram gás lacrimogêneo em direção à multidão. Depois, o artesão foi detido e na delegacia assinou um termo circunstanciado de resistência e foi liberado. Os outros dois detidos eram dois irmãos de 29 e 30 anos que, segundo a Secretaria, "xingaram os policiais". Os dois também já foram liberados. Um deles afirma que foi agredido pelos policiais. PMs também lançaram spray de pimenta contra jornalistas que cobriam o protesto, segundo o jornal Folha de S.Paulo.
O ato iniciado por volta das 18h foi permeado por momentos tensos desde o início. A polícia cercou a praça onde ele ocorreu com um forte aparato policial, que incluiu a cavalaria. “Estamos sitiados, é isso que está acontecendo. Tenho medo de sair daqui sozinha”, disse uma das manifestantes identificada como Ana Paula. No início do ato, muitos dos presentes tiveram suas mochilas e bolsas revistadas pelos policiais que faziam a segurança do ato.
Foi justamente após uma dessas revistas que Fábio Harano, o funcionário da USP de 27 anos, foi preso no ato do dia 23 de junho. Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, ele faz parte dos primeiros adeptos da tática black bloc, grupo de manifestantes que usa máscaras e roupas escuras e quebra “símbolos do capital”, como bancos e lojas, durante os atos. Harano, um sindicalista, ex-estudante da USP, de origem oriental, óculos e cabelos longos presos em um rabo de cavalo, foi colocado pelos PMs dentro da viatura policial e obrigado a ficar sentado sobre as próprias mãos, conforme mostra um vídeo gravado no momento da prisão dele.
“Os policiais não encontraram absolutamente nada com ele que fosse suspeito. Havia um pacote de salgadinho sabor pimenta, uma máscara usada para se proteger do gás e vinagre [tempero usado pelos manifestantes para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo lançado pela polícia]”, disse o padre Júlio nesta terça. Ele estava perto de Harano no momento da prisão. Segundo a polícia, ele levava explosivos em sua mochila.
Depois de detido, Harano foi levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do Tremembé, por onde já passaram diversos pessoas acusadas por homicídios famosos. De lá, ele mandou um recado, reproduzido em uma página no Facebook que pede a liberdade do rapaz: “Tenho a consciência completamente limpa, pois participar de manifestação de rua está longe de ser crime (...) Passei meu aniversário de 27 anos [nesta terça] em uma cela da qual não saí, alvo de acusações completamente sem fundamento”. No mesmo dia da prisão de Harano, foi detido o professor Rafael Marques Lusvargui, de 29 anos, também por desacato à autoridade."