sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

4 DIAS MARTELANDO COM DESCARTES - PARTE IV



Descartes escreveu "É coisa bem notável que não haja tão embrutecidos e tão estúpidos, sem exceção até dos insensatos, que não sejam capazes de dispor em conjuntos diversas palavras, e com elas compor um discursos com a qual façam entender os seus pensamentos, e que, ao contrário, não haja outro animal, por mais perfeito e felizmente nascido que ele possa ser, que faça coisa semelhante".

Por tudo que o homem já fez, por tudo que já passamos, por tudo que planejamos, elaboramos e executamos, não me parece que o ato de falar e de pensar, seja algo digno de orgulho para nós, a nossa violência, a nossa raiva, ódio,  as nossas monstruosidade cotidiana supera a de qualquer outro animal selvagem, e quanto ao amor, afeto e compaixão tão exaltado pelo homem, bom, isso é algo intrínseco a todos os animais, basta observar.

De repente o título deveria ser este: O ato  de pensar e de falar, se expressar, nos fez homem, e também o grande monstro, monstro em todos os sentidos, como destruidor máximo de si, do próximo e da natureza. Onde está a gloria nisso?

O fato de concluirmos ideias tão interessantes, de escrevermos livros tão interessantes, de elaborarmos projetos tão magníficos não nos faz, por tudo que já provamos, tão diferente de qualquer outro animal, apenas nos torna mais patéticos e mais problemáticos para nós, para nossas próprias vidas, para o próximo,  e por extensão para a pobre natureza. A arrogância humana é o que nós faz  parecido com  monstro e consequentemente com qualquer outro animalzinho ridículo do planeta.

E FELIZ 2014 A TODOS O ANO PROMETE.