sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"MORRER POR UMA IDEIA" - ALBERT CAMUS, 'A PESTE' - PARTE I



No livro Camus escreve: "- Está vendo? Você é capaz de morrer por uma ideia, é visível a olho nu. Pois bem, estou farto das pessoas que morrem por uma ideia. Não acredito em heroísmo. Sei que não é fácil e aprendi que é criminoso. O que me interessa é que se viva e que se morra pelo que se ama".

O cristianismo adora alardear aquela cretinice que Cristo morreu em pró da humanidade ou coisa do  tipo, então eles acham que, quem morre por algo parecido é um herói, um mártir e por fim um cretino. Ninguém precisa morrer por defender algo, e se morre, é porque essa ideia acabou, não há ganhos, não há legado, ninguém em sã consciência pode afirmar, pode sequer desejar, dizer,  que sua vida melhorou, que o mundo hoje é melhor graças exclusivamente A MORTE DE UMA PESSOA, isso é tolo.

As coisas acontecem não por causa de um único homem, e sim por uma serie infindáveis de fatores, coincidências e acasos, essas 'coisas' podem resultar em algo negativo como o holocausto e as bombas atômicas no Japão, ou positivas, como os milhões de avanços que a humanidade usufruem no seu cotidiano.

No fim de tudo não se deve morrer nem por uma ideia, muito menos por amor. LUTEMOS BRAVAMENTE POR ALGO, DESDE QUANDO MORRER SEJA APENAS UMA CONSEQUENCIA natural da vida, NÃO A FINALIDADE EM SI. A vida é demasiada  bela e curta para morrer por motivos puramente e comprovadamente tolos e infantis.

Nenhuma ideia, causa, por mais nobre que seja não vale, não pode valer mais que nossa própria VIDA.

Quem pensa o contrario, provavelmente tá certo, tem mesmo é que morrer, os fanáticos são apenas isso, fanáticos. Toda grande 'causa' tem sempre os fanáticos-tolos, sem eles não existiriam os mártir, os heróis e os cretinos.