segunda-feira, 11 de novembro de 2013

É NECESSARIO TOCAR NA MORTE PARA QUE HAJA SENTIMENTO



Semana passada mais de 10 000 pessoas morrerão simultaneamente em questão de minutos nas FILIPINAS, essas pessoas, essas crianças, esses recém nascidos, essas mulheres, homens, todos morrerão em vão, no sentido que somos totalmente alheios e indiferentes a eles (há também logico o fator midiático, se tais mortes tivessem ocorridos em solos norte-americano ou europeu, uma comoção mundial se instalariam de imediata e prosseguiria por décadas)  nesse caso não há compaixão, não há choro, não há luto, desespero, alguns num ato extremo de hipocrisia chegam mesmo a se lastimar, a rezar, a orar por tais mortes, no fim todos sabem no intimo de sua hipocrisia que tanto faz ter morrido uma unica pessoa como 50 000, o nosso comportamento quase sempre é o mesmo, indiferença, por algo supostamente longe e pouco documentado, no sentido de que as noticias por mais cruéis que sejam, são sempre distantes.

O desespero mesmo, só vem quando a MORTE nos toca LITERALMENTE, ou quando morrem um ente querido que amamos, ou quando morre alguém que adoramos e idolatramos, ou então quando nós mesmo  escapamos dela, da dona morte. A morte só tem sentimento quando ela está próxima, sem esse contato físico não há sentimento, não há compaixão, não há dor. Podem morrer 50 mil pessoas, que nada nos afeta, não nos aflige, não nos tira nem por um segundo, a celestial certeza que somos IMORTAIS.

Provavelmente a arte, a literatura e algumas banalidades cotidianas, nos deixa infinitamente mais tristes do que a morte simultaneamente de 50, 100 000 mil pessoas.

Tudo isso é FATO, pode não ser ético, pode não ser moral, pode nem mesmo ser humano, MAIS É UM FATO, INCONTESTÁVEL ALIAS. A nossa suposta e endeusada humanidade, logico,nem sempre é sinônimo de humanidade.