domingo, 17 de novembro de 2013

"AS GRANDES DESGRAÇAS SÃO MONÓTONAS" - ALBERT CAMUS , 'A PESTE' - PARTE III



Camus escreve: "É que nada é menos espetacular que um flagelo e, pela sua própria duração, as grandes desgraças são monótonas. Na lembrança dos sobreviventes, os dias terríveis da peste não surgem como grande chamas intermináveis e cruéis, e sim como um interminável tropel que tudo esmaga a sua passagem".

Celebrar a vida a todo custo é o que nos resta, pois todo o resto é trágico, somos assim mesmo indiferente, covardes, acomodados e estranhos com 'o outro'. Vai ver é isso, se chegamos até aqui é porque temos essas características que não é nobre, é apenas humano. A vida em si é extremamente monótona tanto no sentido belo e sublime, quanto no quesito trágico e melancólico, talvez a  vida seja tão curta por isso, para evitar que todos se suicidam diante de tanta monotonia. O curto período que temos é um antidoto contra os males dessa monotonia, portanto aproveitamos a vida enquanto ainda estamos inserido nela. É o que sempre falo, temos que fazer valer a vida a todo custo, ou de uma outra forma, temos que justificar o 'estar vivo', portanto quanto mais nos expressamos, quanto mais gritemos  mais vivo estamos e mais participativo  nos sentimos, é inglório viver toda uma vida apenas lendo, ouvindo e assistindo, se não participamos literalmente em  todos os sentidos do ato de viver, não se enganem a monotonia se transforma de forma implacável numa desgraça literal para ao individuo.