domingo, 9 de junho de 2013

BIOGRAFIA HUMANA (IAN CURTIS E ALBERT CAMUS) PARTE 6



Albert Camus e Ian Curtis - PARTE 1

Em 'ATMOSFERA'Ian Curtis escreve SILENCIO de uma forma literal da percepção de uma letra, uma musica enfim de uma literatura de uma vida SILENCIOSA. Mas, o que exatamente vem a ser? Em NÚPCIAS, O VERÃO, Albert Camus escreve: "Escolhemos a sobrevivencia a partir do instante em que não nos deixamos morrer. portanto, reconhecemos a vida um valor pelo menos relativo. Que significa afinal, uma literatura desesperada?. O desespero é silencio. O próprio SILENCIO, em ultima analise guarda um sentido quando os olhos falam. O verdadeiro desespero é agonia, tumulo ou abismo. Se o desespero fala, raciocina e, sobretudo, escreve, logo um irmão nos dá amparo, e a  arvore está justificada, e nasce o amor. Em tais termos, uma literatura desesperada é uma contradição".




Nesse ponto as letras de Ian Curtis e a literatura de Albet Camus se fundem numa realidade aterradora, enquanto fatos, mensagem e filosofia e um tipo de "contradição" que nem sempre quer dizer algo. Uma literatura desesperada, uma letra desesperada é, em alguns casos uma amostra de que o SILENCIO sufoca de uma forma que ultrapassa a própria criação do escritor ou do musico, muitas vezes esse grito-surdo é um pedido de ajuda, uma ultima mensagem, nesse sentido não a CONTRADIÇÃO, pois nem sempre existe um "irmão" , com isso está impossibilitado o termo "nasce o amor". É difícil mesmo aceitar entender quando "o verdadeiro desespero é agonia, tumulo ou abismo", e apesar de pouco aceito e propagado, isso também é VIDA, faz parte do processos do 'todo humano', queiramos ou não. Se tudo fosse apenas sorrisos e felicidades o ABSURDO seria gratificantemente melancólico, TAMBÉM.