domingo, 16 de junho de 2013

BIOGRAFIA HUMANA (IAN CURTIS E ALBERT CAMUS) PARTE 8



Albert Camus e IAN CURTIS - PARTE 2 - BIOGRAFIA HUMANA

No livro A QUEDA CAMUS escreve:"Que importa, afinal? As mentiras não conduzem finalmente ao caminho da verdade? E minhas historias, verdadeiras ou falsas, não tendem todas para o mesmo fim, não tem o mesmo sentido? Que importa, então, que sejam verdadeiras ou falsas, se em ambos os casos são representativos do que fui e do que sou?".

É isso: No fundo pouco importa se Deus de fato existe, ou não, ou se somos irmaõs gêmeos siameses dos macacos, nada disso no final tem relevância, a verdade assim como a mentira é apenas um 'ponto de vista pessoal de cada ser', cada um, pode ou não impor, aceitar para si uma verdade convincente, ou uma mentira contestável, nada disso muda o percurso, o sentido o grande 'finale' de nossas vidas. O excesso de verdades, o excessos de mentiras é o diferencial, o prejudicial, é onde nasce o ódio, o monstro e a intolerância.

Mesmo porque pensando firmemente, e indelicadamente, Afinal, qual a real GLORIA de tentar impor para o 'outro', nossa verdade, aquilo que juramos cegamente ser verdades, enfim nossas mentiras, a vida é extremamente bela, e exageradamente curta para coisas tão insignificantes. A ideologia, a religião, a nossa propagada ética, coragem isto ou aquilo só tem sentido para nós, ou de uma outra maneira para si, para o 'eu', e nada mais, tentar impor nosso ponto de vista sobre algo que seja é ridículo, uma coisa é falar, se expressar escrever, sobre o que se pensa, outra totalmente diferente é impor isto na base de brasa e fogo.

Em outra parte de A QUEDA , Camus afirma: "Portanto, se o senhor se encontra neste caso, não hesite: prometa ser verdadeiro e minta o melhor que puder: Atenderá ao profundo desejo deles e provará duplamente a sua afeição".

Eis ai a grande chave da BIOGRAFIA HUMANA:

Ninguém gosta de ser trapaceado por uma mentira que seja, por mais ingenua que seja, embora todos fiquem extremamente feliz quando essa mentirinha é, direta ou indiretamente sobre algo que nos elogia, que favorece. É necessário MENTIR e MENTIR para ter amigos, para sermos aceitos em um determinado grupo, sociedade, se se formos verdadeiros de acordo com nossas convicções pessoal, é certo: morreríamos solitários e amargurados. MENTIR, apesar de ninguém reconhecer, ainda é o ALICERCE da Civilização, DA BIOGRAFIA HUMANA, de um sociedade, e do dito bom senso UNIVERSAL.

Nós não mentimos para ser  indelicado, e sim por uma delicadeza, respeito e sinceridade para com o OUTRO. A sinceridade ai, diz respeito ao que o outro pensa a nosso respeito, e não o que nós de fato pensamos ao seu respeito. TODAS AS VERDADES, TODAS A HISTORIA, TODAS AS BIOGRAFIAS HUMANAS NASCEM DESSE CONCEITO, DESSE PRINCIPIO. Agradar ao outro, mesmo contra nossa vontade, para agradar o todo, se fossemos exageradamente verdadeiros e sinceros o mundo seria outro, vai ver não existem sociedade, civilização, provavelmente já teríamos tidos tantas guerras, que o mundo seria formados por pequenos núcleos, por pequenas aldeias, mundo afora. É necessário mentir para se ter algum tipo de meio termo, de bom senso, de determinação sobre o que o outro pensa e por ai afora..

É como diz IAN CURTIS nessa letra:"Eu poderia viver um pouco melhor com os os mitos e as mentiras"


 Ela Perdeu o Controle

 A confusão em seus olhos que diz tudo
 Ela perdeu o controle
E ela está se agarrando ao que passa mais próximo
Ela perdeu o controle
E ela revelou os segredos de seu passado
E disse "perdi o controle de novo"
E uma voz que lhe disse quando e onde agir
Ela disse "perdi o controle de novo"
 E ela virou para mim e me pegou pela mão
 E disse "perdi o controle de novo"
E como eu nunca saberei bem por que ou entender
Ela disse "perdi o controle de novo"
E ela gritou, esperneando
E disse "perdi o controle de novo"
 E estrebuchou no chão,pensei que ela fosse morrer
Ela disse "perdi o controle de novo"
 Ela perdeu o controle de novo
 Ela perdeu o controle
 Ela perdeu o controle de novo
Ela perdeu o controle
 Bem, tive de telefonar a um amigo dela para dar conta de seu caso
 E dizer "ela perdeu controle de novo"
 E ela mostrou todos os erros e enganos
 E disse "perdi o controle de novo"
Mas ela se expressou de muitas maneiras diferentes
Até que ela perdeu o controle de novo
E caminhou sobre o fio do desengano e riu
"Eu perdi o controle"
 Ela perdeu o controle de novo
Ela perdeu o controle
Ela perdeu o controle de novo
 Ela perdeu o controle
 Eu poderia viver um pouco melhor com os os mitos e as mentiras
Quando a escuridão rompeu, só desmoronei e chorei
Eu poderia viver um pouco em uma linha maior
 Quando a mudança se foi, quando o impulso se foi
Para perder o controle quando aqui chegamos