segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O BELO É MELANCÓLICO



"Nada é belo , somente o homem é belo: nessa ingenuidade repousa toda a estética, é sua primeira verdade. Acrescentemos logo a segunda: nada é feio, se o homem não o degenerar - com isso fica circunscrito o império dos juízos estéticos. - Do ponto de vista fisiológico, tudo o que é feio enfraquece e deprime o homem. Isso o levar a pensar na decomposição, no perigo, ou impotência. No feio perde decisivamente força. O efeito da feiura pode ser medido com o dinamômetro. Em geral, quando o homem experimenta um estado de abatimento, fareja a proximidade de algo 'feio'. Seu sentimento de potencia, sua vontade de potência, sua  coragem, sua altivez - tudo isso diminui com o feio e cresce com o belo... Em ambos os casos tiramos uma conclusão: as premissas estão acumuladas abundantemente no instinto. Vemos no feio um sinal e um sintoma da degenerescencia: o que lembra de perto ou de longe a degenerescencia provoca em nós o juízo 'feio'. Todo indicio de esgotamento, de peso, de velhice, de cansaço, toda especie de constrangimento, como a caibra, a paralisia, e sobretudo o odor, a cor, a forma de decomposição, ainda que não seja em sua ultima atenuação, sob forma de simbolo - tudo isso provoca a mesma reação: o juízo 'feio'."


Nesse caso odiamos o feio, odiamos tudo que não cabe no nossos estilo estético de ver, odiamos a nós mesmos, pois perante a natureza o homem não é belo, é feio, é monstro, odiamos nossa própria essência, uma vez que a natureza humana é falha, é feia, odiamos a velhice porque é feio, odiamos pessoas  que não são da nossa cor, porque é feio, odiamos pessoas gordas demais, ou magra demais porque é feio, odiamos tudo que não esteja no nosso estilo-estético-de-ver-a-vida, odiamos nós mesmos, pois  nosso belo não tem nada de belo, tentamos ser belo, mais por mais que tentamos, por mais que a medicina crie  formulas mirabolantes, por mais que a medicina estética, de cirurgia plastica, por mais que a fabricante-decadente-de-celebridade-perfeitas nos influencia, por mais que tentamos não somos belos, nunca vamos ser belo,  a tristeza nisso reside exatamente na nossa hipocrisia do belo, tentamos ser belo, mais  a única coisa que conseguimos é aperfeiçoar a nossa hipocrisia diante da natureza, da natureza que reside no planeta, e diante de nossa própria natureza humana. A beleza reside no querer ser belo, no querer ser outro, no querer ser além de você mesmo. A beleza é triste , é melancólica, ela impõem que sejamos algo,.... que não existe.