quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A COVARDIA HUMANA DIANTE DA MORTE



Por mais repugnante que seja, certas inquietudes obvias, merecem reflexões, como: Por que negamos ao doente terminal uma morte lucida, alegre de bem consigo mesmo, uma despedida real??? Por que negamos ao doente terminal uma morte justa, uma morte onde ele, unicamente ele decida, onde ele é o senhor do seu destino??? Por que???

Quando digo 'NEGAMOS' é porque o hipócritas, os fanáticos religiosos, e os deuses da moralidade (resumindo, todos nós) impõem que tudo seja tratado como NEFASTO, ASSOMBRO, preconceito, tabus, e todas aquelas ladainhas de sempre.

No caso de uma doença terminal TODOS NÓS , temos (ou deveríamos ter) o SUPREMO DIREITO a uma "morte  livremente escolhida, a morte no dia assinalado, com lucidez e com coração alegre, em meio a meninos e testemunhas, quando ainda é possível um adeus real, quando aquele que nos abandona 'existe' ainda e que é verdadeiramente capaz de avaliar o que quis, o que, conseguiu  'recapitular' sua vida".

A COVARDIA HUMANA DIANTE DA MORTE, nesse caso, representa também, analisando friamente, a COVARDIA DIANTE DA PRÓPRIA VIDA, em pró de uma moral hipócrita, preferimos sucumbir, desfiar da forma mais sofrível, desprezível e angustiante possível, "por amor a VIDA se deveria desejar uma morte diferente, uma morte livre e consciente, sem acaso e sem surpresas", onde todos ficariam VIVOS.