sábado, 1 de setembro de 2012

SETEMBRO CHEGOU, VIVA ROCHEFOUCAULD



SETEMBRO CHEGOU, VIVA ROCHEFOUCAULD PARTE 1

Para quem não acreditava que isso fosse ocorrer, pois bem ai está, Setembro finalmente chegou, é ou não é para comemorar, se estamos vivos, se estamos com saúde, e se conseguimos superar o mês de agosto, pronto só temos a celebrar, e é justamente para celebrar o mais injustiçado (injustiçado?) dos meses, é que resolvi presentear meus milhões de seguidores (tudo bem, coloque ai, meia duzia de gatos pingados) com uma coletânea de MÁXIMAS E REFLEXÕES do bravo duque  francês LA ROCHEFOUCAULD, como é que é? nunca ouviu falar neste nome,  conhece NIETZSCHE?, então... o nosso NIETZSCHE era fã de carteirinha do duque LA ROCHEFOUCAULD, que nasceu por sinal no mesmíssimo setembro, em uma manha ensolarada da bela PARIS do dia 15 de setembro de l613. Adoro suas REFLEXÕES E MÁXIMAS. Vou começar pelo 'CIUME':

 "DA INCERTEZA DO CIUME  Quanto mais falamos de nosso ciume, mais as passagens que causaram desagrado aparecem de diferentes perspetivas: as menores circunstancias as modificam e levam sempre a descobrir algo novo. Essas novidades fazem rever sob outras aparências o que pensávamos ter visto e pesado de modo suficiente; procuramos nos ater a uma opinião e não nos atemos a nada, tudo o que há de mais oposto e de mais apagado se apresenta ao mesmo tempo: queremos odiar e queremos amar, mas amamos também quando odiamos e também odiamos quando amamos, acreditamos em tudo e duvidamos de tudo: sentimos vergonha e despeito por ter acreditado e duvidado: trabalhamos incessantemente para impor nossa opinião: mas nunca a conduzimos a um ponto fixo.

Os poetas deveriam comparar essa opinião ao sofrimento de SÍSIFO(procure no google, meu filho), porquanto rolamos tão inutilmente como ele uma rocha por um caminho penoso e perigoso: vemos o cume da montanha e nos esforçamos para chegar até lá, às vezes temos esperança, mas nunca chegamos. Não somos bastante felizes para ousar acreditar naquilo que desejamos, nem bastante felizes  tampouco para ter a certeza do que mais tememos. Estamos sujeitos a uma incerteza eterna que nos apresenta sucessivamente bens e males, que sempre nos escapam."

CONTINUA AMANHA