quarta-feira, 5 de setembro de 2012

REFLEXÕES SOBRE O 'ELOGIO'



"Não gostamos de elogiar e nunca elogiamos alguem sem interesse. O elogio é uma lisonja hábil, velada e delicada, que satisfaz diferentemente aquele que a dá e aquele que a recebe: este a toma como recompensa de seu mérito, aquele a dá para fazer notar sua equidade e seu discernimento.

- Escolhemos muitas vezes elogios envenenados que por contraste fazem ver naqueles que elogiamos defeitos que, de outra forma, não ousaríamos desvelar:



- Geralmente só elogiamos para sermos elogiados:

- Poucos são bastante sensatos para preferir a recriminação que lhes é útil ao elogio que os trai:

- Há reprimendas que elogiam e elogios que maldizem

- A recusa dos elogios é desejo de ser elogiado duas vezes;

- O desejo de merecer os elogios que nos dão fortalece nossa virtude; e os elogios dados ao espirito; ao valos e à beleza contribuem para aumentá-los;

- É mais difícil evitar ser governado que governar os outros;

- Se não nos lisonjeássemos a nós mesmos, as lisonjas dos outros não nos prejudicariam".