sexta-feira, 15 de junho de 2012

PODERÁ MESMO UM LIVRO MUDAR A VIDA DE UM LEITOR? - PARTE 2


SEGUNDO TÍTULO: O LIVRO PERFEITO, A LITERATURA PERFEITA

O livro perfeito, não pode ser incompreensível, ao primeiro olhar, leitura, a obra perfeita é um anti Kafka, falem o que quiserem da literatura de Franz Kafka(já leram?, quem leu sabe do que estou falando) só não fale que ele escreveu um livro- perfeito, porque seus livros é tudo, ou melhor é o contrario de uma obra-perfeita, é como escreveu A. Camus "Toda a arte de Kafka consiste em obrigar o leitor a reler... As vezes há uma dupla possibilidade de interpretação, donde aparece a necessidade de duas leituras", só o intelectual aposentado, e em seu estado de extremo ócio é capaz de endeusa a obra de Kafka. Toda literatura perfeita tende a ser complexa, mais não difícil ao ponto de se ter uma extrema dificuldade em interpreta-la. Nietzsche por exemplo é famoso por ser um escritor difícil, não por que é complexo, e sim porque é exageradamente sincero, quem o ler uma primeira vez, tem dificuldade em aceitar sua escrita, seu pensamento, mais no fim, no final concluímos que se trata apenas de uma obra literária, de um filosofo, nada mais. E os filósofos sempre soa,- a primeira leitura - exagerados, não é mesmo?

Talvez, entre todos os gênios da literatura-perfeita, que citei, o que reúne todo os conceito do livro-perfeito, é mesmo Dostoievski, sua obra é uma misto de "perplexidade existencial" com coerência literária, ele impõem a literatura-perfeita ao extremo, e tudo dentro do contexto da literatura de verdade. Qualquer pessoa pode se deliciar com sua literatura, ela não humilha, ela não é depressiva(apesar que muita gente discordar), ela não aborrece, ela apenas nos faz viajar para dentro do "EU" humano, de uma forma tão real, que as vezes nos assusta, mais ao mesmo tempo nos mostra sempre o que somos, e não que pensamos que somos. Dostoievski procura sempre mostrar os dois lados da moeda, sem apelar para o sentimentalismo barato, porque não tem receio de mostrar aos olhos humanos, sua personalidade, de mostrar seu carater de seus heróis, personagens, são verdadeiros ao máximo, e isto incomoda, fazendo com que façam papel de ridículo, aos olhos da maioria falsa e covarde.

O livro perfeito não ensina, não impõem uma verdade, ele apenas nos alerta para um mundo, a existência de um outro mundo, que não seja que desejamos, o que vivemos o que normalmente nos favorece, o de nossa conveniência.

O livro-perfeito não agride ninguém, mesmo porque sua função é proporcional entretenimento no mesmo tempo que fortalece nossa própria intelectualidade como ser pensante. Se formos analisar pela ótica apenas da literatura sem apelar para o fanatismo ideológico, podemos observar, que todos estes gênios que citei, são apropriado para qualquer tipo de mente, independente de qualquer posicionamento ideológico, quem é cristão não vai deixar de ser e por aí afora. Baseado nisto, é que um Papa pode sim muito bem se deliciar lendo um Nietzsche, assim como este pode muito bem passar (que realmente passou) horas lendo o velho testamento. A obra-perfeita, é indiferente a ideologia-pessoais, embora ela mesma tenha a sua.(Seque amanhã)