quinta-feira, 14 de junho de 2012

PODERÁ MESMO UM LIVRO MUDAR A VIDA DE UM LEITOR? - PARTE 1



O que podemos entender como literatura perfeita, como obra perfeita, como livro perfeito, será que os gênios da literatura, - como Sócrates, Euripedes, Platão, Aristófanes, Epicuro, Lucrécio, Petronio, Platarco, Omar, Vasari, Rabelais, Montaigne, Cervantes, Shakespeare, Bacon, Spinoza, Molière, Voltaire, Boswell, Gibbon, Sterne, Goethe, Schopenhauer, Byron, Keats, Shelley, Balzac, Heine, Flaubert, Renan, Saint-Beuve, Taine, Nietzsche, Thackeray, Turgeniev, Dostoievski, Emerson, Thoreau, Whitman, Anatole France - produziram de fato literatura perfeita? Honoré de Balzac, escreveu certa vez, que todo escritor tem de tomar "uma decisão qualquer sobre as coisas humanas" ou seja uma ideologia, no prefacio a comédia humana, ele escreveu que: "Escrevo a luz de duas verdades eternas: a religião e a monarquia, as duas necessidades que os acontecimentos contemporâneos proclamam, e para os quais todo escritor de bom senso deve tentar fazer voltar a nossa terra", resumindo... Balzac de certa forma escreveu, defendeu seu ponto de vista diante do que ele considera uma literatura perfeita, sua ideologia, e assim como os outros , se postou literalmente sobre o humano, as coisas humana, e tudo de real que dela extraímos. Neste caso a resposta para a pergunta acima(se todos estes gênios da literatura escreverão de fato a literatura perfeita, o livro perfeito) a resposta ´sim, e é impossível citar cinco nomes de uma obra-perfeita, sem que, não se  lembre de  pelos, menos 4 desta lista .

Dito isto , podemos começar a concluir, que a obra-perfeita, é toda aquela, que de uma forma ou de outra, disseca, o que existe de mais profundo na alma humana, do EU, é aquele livro que visa o ridículo extremo, é aquela obra que disseca o que existe de mais nojento , de mais obscuro, repugnante, e porque não de mais verdadeiro, no humano, no ser. O livro perfeito tem uma única função, propósito, firmar uma ideologia nos indecisos, fortalecer o pensamento , abonar, as vezes, as fraquezas, e lógico firmar a ideia de que ninguém está só, no campo das ideias, de sua tímida ideologia pessoal, de se pensar.

Baseado nisto, posso afirmar tranquilamente, que literatura, livro nenhum tem a propagada, capacidade de mudar uma vida, de mudar o modo de ver o mundo as coisas, de raciocínio. Quando alguém diz que tal livro transformou a sua vida, que marcou, que o tornou uma pessoa melhor, tudo no fundo não passa de balela, pois o que está pessoa quis dizer, é que tal obra abonou uma tendência, uma linha de pensamento, uma forma de se expressar, de se comportar. O livro perfeito é aquele que traz o pensamento existencial, ele não tem força para mudar o percurso de uma vida humana, o seu propósito é servir de referencia, para algo que está desabrochando, serve sobretudo como ancora, alicerce, porto, de nossa própria ideologia, maneira de ver as coisas. (Seque amanhã)