domingo, 27 de maio de 2012

A COVARDIA DE MORRER ANTES DOS 60



Lendo a resenha do livro 'UMA MORTE EM FAMILIA' do escritor-critico-jornalista JAMES RUFUS AGEE, que morreu aos 45 anos, tive a ideia deste post. Por que morremos antes dos 60, antes de completar 6 décadas de vida, para mim pura covardia. O individuo que morre antes, muito antes de completar 60 anos de idade, ele não viveu, ele planejou, ensaiou, nos precisamos de tempo para o arrependimento, de tempo para processar  as décadas,de tempo para fazer algo de útil para nós e para o mundo,  de tempo para sarar a dor de um amor não correspondido, de tempo até para consertamos o que fizemos de errado, ou para finalmente criarmos coragem e fazermos algo que sempre adiamos, precisamos de tempo. Ninguém deveria morrer antes dos 60, assim como acho que não é lá grande coisa passar dos 60, nem sempre o excesso de recordações boas ou ruins é sinal de vitalidade, muitas vezes significa apenas que estamos morrendo, deprimidos , ociosos, abandonados, e solitários. O ideal era que numa noite de verão qualquer, lá por volta dos 27 anos, acordássemos no meio da noite com a CONSCIÊNCIA, COM A MENTALIDADE  nossa com 60 anos de idade, quem sabe, tomando o choque de realismos não viveremos mais algumas décadas. Estou longe dos 60, até lá, acredito ainda terei muitos anos pela frente, anos dourados.

Quem morre antes de completar 60, é vitima da covardia, ou covardia  de nossa própria essência, ou covardia dos acasos da vida. Viver perigosamente é bom, é uma grande e inesquecível aventura, contudo, contanto  que cheguemos aos 60, caso contrario, não teremos tempo sequer para o deleite, tipico de quem alcança 6 décadas de PURO ÊXTASE.