segunda-feira, 2 de abril de 2012

O PROCLAMAR DE UMA NOVA CIDADANIA


Eu tenho nojo, repudio, de todo aquele que olha para o próximo por algum tipo de IMPOSIÇÃO, por obrigação, ou por moral, por ética, por compaixão, ou o pior de todas as imposições A RELIGIOSA, a religião, por uma suposta redenção, por achar que ser SOLIDÁRIO é tão somente ser cristão. Tudo isso é repugnante, porque não tem nada de natural, de espontânea, de humano. O ato de ser solidário, de olhar para o próximo, é um ato de CIDADANIA e só. E que portanto é nossa obrigação, se não por moral, se não por ética ou outro dogma qualquer, que seja uma obrigação por questões humanas, meramente humana, parece logico e é, se vivemos em sociedade, se somos uma sociedade, uma comunidade, a CIDADANIA tem que estar presente nessa sociedade, isso impõe que uma sociedade justa e igualitária seja sinonimo de CIDADANIA e só. Ser humano e ser CIDADÃO, ter percepção disso é essencial para entender a necessidade pratica de impor , de se impor nesse limiar de seculo. Apesar de vivermos em um mundo  supostamente globalizado em que tudo é imediatamente compartilhavel , divulgado, onde todos sabem de tudo, ondo todos assistem a tudo, é irônico concluir que o grande mal do seculo 21, é justamente a INDIFERENÇA, numa atitude egocêntrica e ao mesmo tempo confortável. Ninguém se sente indignado, somos todos cúmplices de nossa próprio imobilismo covarde. Algo precisa mudar, algo precisa ser feito, e o primeiro passo é esse, é entender a urgência de se proclamar uma nova CIDADANIA, uma cidadania participativa em todos os sentidos, em atitude, em consciência e em pluralidade. Ser CIDADÃO no seculo 21 é ter uma atitude global, uma consciência, um comportamento GLOBAL. a sociedade que sempre me refiro é uma sociedade GLOBAL, hoje se sabe que o planeta é ridiculamente pequeno, grande são as diferenças, a desigualdade e a intolerância,. é desumano cruzarmos os braços porque nossos vizinhos moram em outro continente, fala outra língua e tem outros costumes. O PLANETA , a terra, o sol, o ar é o mesmo, portanto a consciência cidadã também tem, teria  que ser a mesma.

Ser cidadão no seculo 21 não é salvar o mundo, acabar com a desigualdade, não significa impor uma nova ética, moral, ou filosofia, esta cidadania que falo tem um único e misero objetivo; ELEVAR O CONCEITO DE SER HUMANO, onde a regra seja o bem estar de todos por iniciativa do uno. Parece ridículo , pode ser, mais não menos ridículo do que o que estamos vendo agora, onde alguns poucos, muitos poucos se sentem felizes, ou melhor, se sentem realizados tão somente por possuir um apetrecho tecnológico qualquer. A indiferença com o HUMANO é, se nada mudar, de fato, o grande mal , agrande praga do SECULO XXI.

Nós somos humanos, apenas humanos, questões baseadas em preceitos éticos, morais, religiosos ou filosóficos não tem relevância, nossa capacidade intelectual é prova de que nós podemos superar todos estes obstáculos, para chegar a um único proposito: realçar nosso lado humano. é isso, ser CIDADÃO é impor nosso humanismo, sob qualquer aspecto, sob qualquer outro tipo de imposição. Gritar, lutar literalmente se preciso for, gesticular, falar, escrever, tudo isso é necessário se quisermos de fato impor um novo CONCEITO DE CIDADANIA. Temos que voltar no tempo, temos que voltar 5.000 anos para reaprendermos que o PRÓXIMO é apenas um semelhante, é apenas outro SER, e é exatamente por este APENAS, que temos que ter carinho, que realmente temos que lutar por nossa CIDADANIA, a CIDADANIA DE QUERER, DE SER HUMANO. Nós não podemos abonar uma indiferença maquiavelica, um egoismo em que todos se acostumaram, onde todos acham normal. A comunidade , a sociedade só existe porque existe um INDIVIDUO, um SER, um CIDADÃO, sem essa consciência do todo em relação ao uno, e do UNO em relação ao TODO, tudo fica sem sentido, pode ser prazeroso, pode ser confortável, afinal um ser sem obrigações, uma sociedade sem obrigações, uma comunidade onde todos sem , ou melhor onde ninguém nunca se sente obrigado a nada, onde ninguém se sente obrigado com ninguém é realmente uma sociedade confortável, mais estranhamente sem SENTIDO. O próximo que me refiro, não tem identidade, nem endereço, pode ser um africano, chines, ou suíço, isso não tem importância.

A comunidade é global, a sociedade é global, e com tanta tecnológica, se com tanto aparato tecnológico, nós não conseguimos ainda ter essa percepção, eu pergunto: Qual a vantagem em vivermos em uma sociedade tão avançada, se somos incapaz de avançarmos em nosso própria noção de sociedade, de comunidade e de CIDADANIA?????

Como entender que nesse exato momento crianças, cidadãos morrem vitimas de indiferenças, de egoismo, e de intolerância, morrem de fome nos lugares mais remotos, na SOMÁLIA, no CONGO, no HAITI, na AMÉRICA, na ASIA, na EUROPA, em todos os cantos desse pequeno planeta, porque tantos morrem, tantos sofrem, tão SOMENTE PORQUE NÓS CONCLUÍMOS QUE ESTE GENOCÍDIO, ESTAS MORTES, NÃO NOS DIZ RESPEITO???? Como entender. ??? Não definitivamente não me refiro a exemplos de solidariedade como esta maluquice do tal KONY 2012, isso é praga, vírus da pior especie, é utópico, é confortável, é irrisório. O que eu quero transmitir é algo infinitamente mais solido e duradouro: é uma mudança radical de percepção, de atitude e comportamento, é algo tipicamente HUMANO e REAL.

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Em ABRIL do ano passado, no ultimo post do ano, escrevi que minha mãe HALOISA CARVALHO ALVES, ajudava o próximo, ajudava as pessoas mais por CIDADANIA do que por qualquer outro tipo de imposição. Desde então, eu sentia a necessidade cidadã de escrever este relato, texto, post. Quando minha mãe se foi, eu não fui no seu enterro, eu não vi ela morta, muito menos no hospital, eu não viajei para despedir dela, muita gente estranhou, no entanto não me arrependo pois a  imagem que tenho  de HALOISA CARVALHO ALVES, MINHA MÃE, , não é de alguem inerte, MORTA em um caixão, destruída em uma cama. A IMAGEM QUE TENHO DELA, TODOS OS DIAS, EM TODOS OS MEUS SONHOS, é de ALGUEM, é de uma pessoa, de uma MÃE, de minha mãe, de um ser forte, de palavras, de opiniões fortes, de um ser humano vivo, que preenche MINHA VIDA EM TODOS OS SENTIDOS.MINHA MÃE VIVE. Todos tem o direito de despedir de seu ente querido morto, no entanto eu tenho o direito de lembrar de minha mãe VIVA, APENAS VIVA.(http://diadoprofessordematematica.blogspot.com.br/)