sexta-feira, 2 de março de 2012

A UTOPIA E A PERFEIÇÃO



A palavra UTOPIA existe porque nós reles seres humanos, nos colocamos em um patamar celestial, achamos que tudo gira em torno de nosso ego, achamos que o mundo foi minuciosamente feito especialmente para nós, e com isso como se não bastasse resolvemos criar milhões de problemas existenciais para completar a nossa ociosidade animal. Não entra na mente humana que vivemos um mundo perfeito, que a nossa vida e tudo que o engloba é perfeito, a vida, o nosso planeta é tão único, é tão especial, tão improvável, que nós não estamos consciente de sua perfeição, provavelmente a existência de DEUS na mente humana nasceu exatamente dessas constatação, dessa necessidade, a vida é PERFEITA, como não concordamos com isso, criamos o conceito de perfeição celestial. Nada contra, mais um pouco de humildade, de bom senso de realidade só nos faria bem. A palavra UTOPIA existe porque negamos a perfeição da VIDA, porque sempre e sempre queremos mais,  porque sempre nos achamos injustiçados, sempre achamos que o mundo é a criação, é uma criação divina, com isso abdicamos de saborear a PERFEIÇÃO que de fato é nossa vida. Nada na vida sai do conceito literal de UTOPIA, o problema é que nós somos tão MONSTRO que não percebemos que o único elemento estranho somos nós mesmos, e sobretudo o que adoramos e nos orgulhamos, a nossa razão, nossa virtude, religiosidade, nosso antropomorfismo. O ser humano criou o termo UTOPIA para declarar que a sua própria vida está fora da realidade, que é uma fantasia, que é algo que  nunca foi realizado no passado nem poderá vir a se-lo no futuro, nós achamos que a UTOPIA só vira através do divino, no pós-morte e todas as outras idiotice propagada e abonada por todos. A desgraça humana esta justamente no seu conceito, na sua percepção de humano, de humanidade, se continuássemos a ser simples animais irracionais, provavelmente fossemos perfeito, literalmente perfeito. A VIDA, O PLANETA É PERFEITO, nós é que estamos no lugar, no PLANETA ERRADO.

No frigir dos ovos, a culpa não é de Thomas More, este era apenas um pobre escritor, o culpado é do excesso de razão que nos torna tão ESPECIAL. PURA UTOPIA.