terça-feira, 6 de março de 2012

A FILOSOFIA DA AUTOAJUDA


Qualquer obra de autoajuda se transforma em BEST-SELLER, vende milhões, alguns se transformam em campões de bilheteria, todos lêem, todos comentam, todos aplaudem, autoajuda é isso, é obra feita propositadamente com intuito de autoajuda, ali nós lemos o que nos conforta, lemos o que desejamos , o que nos agrade, o que sonhamos, e o que abona nossa moral, religião e etc e tal, no autoajuda o leitor se comporta como se fosse um cúmplice da obra de tudo que lá está escrito, numa forma de coautoria. Todos elogiam um escritor de autoajuda, é como se o sujeito fosse um santo, tudo que ele publica escreve, fala é sinonimo de paz, amor, solidariedade e compaixão. É algo realmente formidável, embora toda essa paz, não se transforma em ALGO CONCRETO,  as pessoas, os leitores de autoajuda lêem no intuito de apaziguar seu próprio ego, lêem com a intenção de darem uma resposta para si mesmo, para sua arrogância, seu egoismo, e seu intolerantismo. Ninguém ler um livro de autoajuda com finalidade de melhorar, de aprender, a prioridade é sempre a mesma, provar para si mesmo que você não é tão ruim, tão podre como aparenta ser. No final, um único ser sai ganhando, O ESCRITOR, este sim, tem pelo resto da vida condições financeiras para se AUTOAJUDAR. Porque o resto, bom o resto continua na mesma. O EGOCENTRISMO É MESMO UMA PRAGA.

Qual a diferença entre um livro de autoajuda e um livro de filosofia?

R: Há milhões de diferenças, no autoajuda você lê o que quer ler, no filosofia você lê o que não quer ler, mas que sabe que precisa ler, sob calculado risco de se tornar mais cedo ou mais tarde em um ser totalmente fanático e alienado. De outra forma no autoajuda você lê aquilo que sua personalidade deseja ler, na FILOSOFIA você lê aquilo que sua personalidade é obrigada a ler. Todas as  frases de um livro de autoajuda são frases convenientes, e todas as frases de um livro de filosofia esta repleta de frases INCONVENIENTES, de frases feitas propositadamente para MARTELAR.