FOTO DA SEMANA: "Isto é uma lasanha e isto é um amendoim", comentou um homem numa exposição do projeto "Removals" de Maija Tammi, na Finlândia. A lasanha era uma mama que foi retirada devido a um cancer e o amendoim era um cálculo renal. "O homem estava prestes a ir embora quando tornou a olhar, como se algo o estivesse a incomodar", conta Tammi em entrevista ao P3. "Curvou-se ligeiramente para ler os subtítulos das fotografias e encolheu-se com repugnância. Parecia que o seu melhor amigo tinha acabado de o esfaquear." Maija, no entanto, não se sentiu repugnada ao fotografar estes 'despojos' humanos. "Pensei que sim, mas não aconteceu. A câmara fotográfica, que fica entre mim e o assunto, funciona como um filtro que previne que me repugne. Na verdade, fiquei fascinada." A fotógrafa finlandesa trabalhou neste projeto durante dois anos e meio, num total de 40 visitas a hospitais. Considera-se fascinada pelas "ideias visuais" das coisas e explica: "quando pedimos a alguém que desenhe um telefone, é muito provável que o desenho seja de um telefone antigo e não de um 'smartphone'. O mesmo acontece com a doença; a imagem mais comum é a de um paciente a sofrer numa cama de hospital. Pretendia, originalmente, questionar este estereótipo visual e fotografar a doença como uma maleita específica. Acho que exagerei um pouco na minha investigação. Quando dei por mim estava a fazer estudos doutorais dentro deste tema". Esta série fotográfica encontra-se publicada num livro intitulado "Leftover/Removals". A acompanhar as imagens do livro estão conversas entre três cirurgiões. "Pedi-lhes que comentassem as fotografias enquanto comiam donuts, que comentassem livremente e que tentassem reconhecer o que estava nas imagens." Tammi acredita que existe uma lição sobre repugnância que poderá ser aprendida a partir deste projecto: "as pessoas podem aprender a não se repugnar: um cirurgião não se enoja diante de uma ferida aberta de uma cirurgia e a maior parte das pessoas adultas considera o queijo podre uma iguaria."
Maija Tammi estará presente nos Encontros de Arles, em França, onde estará a autografar o seu livro - que foi um dos vencedores do PDN Photo Annual, este ano. A seu novo projecto "Milky Way" estará exposto em Nova Iorque entre 29 de Julho a 7 de Agosto na Foley Gallery. Ana Maia

As imagens são cortesia de Maija Tammi, maija@maijatammi.com , 0405424655. Todos os direitos reservados. Garantia de publicação única para o P3 em p3.publico.pt no contexto directo da entrevista com a autora. MAIS IMAGENS: http://p3.publico.pt/actualidade/ciencia/17328/os-restos-de-uma-intervencao-cirurgica

domingo, 18 de março de 2012

ESPELHO, A MAIOR INVENÇÃO DA HUMANIDADE


Tudo bem,  a natureza ensina que a "superfície tranquila e transparente das aguas" também é um espelho. O espelho que me refiro, que considero de longe a maior invenção, criação da humanidade é "a superfície brilhante e polida, que reflete os raios solares e a imagem dos objetos", e dessa genial "lamina de vidro ou cristal para as pessoas se verem" que me refiro. o espelho é algo magnifico, fantástico, chega a ser aterrorizante diante de tanta nitidez, tanta perfeição.

Qual o cume da humilhação humana? Ele, o ESPELHO, o espelho humilha tanto o ser humano que alguns simplesmente não resistem, não suportam seu reflexo, e terminam por suicidar-se. O espelho tem uma força avassaladora, diabólica diria, nenhum ser até hoje foi capaz de fugir de sua verdade, de sua nua e crua realidade. No ESPELHO não existem hipocrisia, mentira, traição, é só ele e nós, o reflexo perfeito de um ser imperfeito. Somente o ESPELHO seria capaz de mostrar o quanto somos complexado com nosso próprio EU, nossa própria imagem, aparência assim dizer. Diante do ESPELHO, nós mesmos nos condenamos, nós mesmos fazemos justiça.  O ESPELHO é implacável com todos, em qual época, em qualquer idade. O ESPELHO é o senhor da razão. Algumas pessoas temem tanto o ESPELHO, que se recusam a ficar mais do que 2 segundos diante de um, por que será??? O ESPELHO mostra o que somos, não o que pensamos que somos. QUE MARAVILHA DE INVENÇÃO.

Tá, tá, tá, tudo bem, sempre tem um gaiato, ou gaiata provavelmente, para dizer, que sim, ela ama o espelho, ela adora ficar horas e mais horas de frente do espelho, uma verdadeira deusa da mitologia grega. Ok, só não podemos esquecer de algo essencial neste contexto, toda esta adoração é momentânea, mais cedo ou mais tarde o TEMPO mostrará, sua verdadeira essência, sua verdadeira imagem, e quando digo o TEMPO, é assim: num estalar de dedos.