sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

TEM QUE VOMITAR PARA ESCREVER

O vomitar é quase sempre uma necessidade para que escreve diariamente, tem-se que vomitar palavras desconexas, frases esdruxulas e letras com um insuportável odor de putrefação ,e o pior, após vomitar tudo isso, temos não a necessidade , mais a obrigação de engolir este vomito. E ai, quem se habilita?

O  beletrismo nem vomita e nem engole o vomito, eles simplesmente não se alimentam (pelo menos o nosso beletrismo, pelo menos para aqueles que se orgulham de escrever literalmente dentro dos padrões ortográficos vigentes, estes são inicialmente os gênio da escrita, e ao mesmo tempo são os grandes idiotas da escrita nacional, pois escrevem uma literatura incapaz de ultrapassar 12 meses, e por falar em beletrismo qual o modelo beletrista brasileiro, CHICO BUARQUE, PAULO COELHO ou MACHADO DE ASSIS?. O nosso problema é este, é a certeza que temos que o nosso suposto beletrismo é digno de posterioridade, é digno de menção. Não que não sabemos escrever, o lance se resume apenas a uma questão: Nós estamos tão preocupados em analisar minuciosamente os clássicos(mesmo porque isto eu faço perfeitamente bem, E OLHA QUE SOU DECLARADAMENTE UM ANALFABETO) que esquecemos de escrever, de impor nosso próprio mundo literário, nossa concepção de literatura de escrita e de clássicos, o grande e indiscutível MACHADO DE ASSIS foi um destes gênio, bem no estilo copia e cola, concordando ou não, para os entendidos do Machadão, nota -se claramente varias influencias em suas escritas.É provável que esta seja de fato nossa sina, escrever, comentar, propagar o que antes já foi dito, publicado e escrito, e ainda tem gente que acha que merecemos um NOBEL de literatura, que diga o nosso intelectual da vez CHICO BUARQUE DE HOLANDA...)... e como se sabe para vomitar, bem antes temos que nos alimentar, alimentar de frases, de livros,  das porcarias, do lixo urbano do nosso famigerado dia-a-dia, e principalmente ter a certeza do que escrevemos é novo, é nosso, é pessoal é a nossa identidade secreta, impor um estilo próprio é de fato o que nos falta.

BLOG rima com democracia, que rima com LIBERDADE PLENA, para escrever um blog tem que vomitar palavras e depois engolir este vomito. É por isso que tenho NOJO dos aclamados jornalistas-blogueiros, estes só escrevem o convenientemente propagado, só escrevem por amor a sua biografia, até para criticas eles são bundões, e o mais revoltante eles escrevem de uma forma tão ridiculamente covarde que inicialmente agrada a todos, principalmente para aqueles que adoram vangloriar o seu ego, o seu pensamento , a sua razão e a sua deliciosa moral pedante... mais principalmente para agradar seu PENDOR ÉTICO JORNALISTICO.

Na verdade o caso aí em cima é só a título de exemplo, o que quero dizer , é que BLOG é algo sinonimo de liberdade plena, é acima de tudo pessoal e horrivelmente chulo e tosco. Ter um blog equivale a ter um diário no sentido literal do termo, escrevemos em primeiro lugar para agradar a nós mesmos, para o desabafo, ou seja  ou você escreve o que quer, o que pensa, ou então você não passa de mais um idiota na INTERNET (quer coisa mais idiota do que aqueles blogueiros que escrevem um artigo de merda e depois fica esperando em seu lindo trono cor de rosa pink os famoso COMENTÁRIOS, alias e a proposito para que COMENTÁRIOS em blog?, quem escreve em blog, a menos obvio que o sujeito seja um jornalistas, o resto não tem nem o menor   cabimento  o blogueiro liberar a parte de comentários, se se for para escrever e depois ficar esperando uma avalanche de elogios, ou as criticas mordazes de sempre, ou aqueles outros idiotas que entram em um blog e se sintam OFENDIDOS com os famosos e inevitáveis erros ORTOGRÁFICOS, para este nobres ,  é melhor pegar uma BÍBLIA e ler, pelos menos assim  você vai satisfazer sua áurea de perfeito e babaca ao mesmo tempo. É logico que EU também sou um notório IDIOTA , mais o meu idiotismo é sinonimo de LIBERDADE PLENA. Aqui é meu espaço, aqui eu crucifixo e enaltece que eu quero, concordando ou não, não resta muita coisa a não ser a indiferença pessoal de cada um, que no fundo era o que cada um deveria fazer sempre que ler um texto que não lhe agrada.

Para escrever este BLOG abdiquei do escrúpulo, da moral e do orgulho, em compensação ganhei alcunha de cínico, de psicopata, de louco, de filosofo de boteco e de alucinado. As vezes, nem sempre, mais as vezes, é infinitamente melhor ser reconhecidamente um louco de esgoto, do que um mero e invisível pacato cidadão.