segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

LYA LUFT, AUTOAJUDA E A CRITICA - PARTE 2


Dia desses lendo a revista ENTRE LIVROS do grupo DUETTO editorial ( http://www2.uol.com.br/entrelivros/) li a seguinte manchete "LYA LUFT ataca críticos que a associam à autoajuda". LYA LUFT para quem não conhece é poeta, tradutora, romancista, colunistas e etc e tal, bate ponto todo mês na  revista VEJA, segundo o nosso mago e parceiro musical  do saudoso Raul Seixas, o senhor PAULO COELHO declarou não faz muito tempo que LYA LUFT "é a maior escritora do pais", se ele disse isso, PONTO. A escritora é autora de livros como PERDAS E GANHOS, PENSAR É TRANSGREDIR entre outros clássicos da literatura nacional, seus livros estão sempre na lista dos mais vendidos.

Pois bem, no interior da entrevista ela declara:

- "Gosto desse gênero, ainda meio indefinido, que os burros ou invejosos tentam classificar de autoajuda";

- Na introdução ao PERDAS E GANHOS cometi um erro imperdoável pra quem já viveu e viu tanto. Deveria ter escrito a realidade: é ensaio, sim, na linha original de MONTAIGNE, que dizia que estava ensaiando refletir sobre um tema e partilhar com leitores. Burra, fui, modesta, e os idiotas caíram em cima. Precisa ser muito ignorante para não saber a diferença entre autoajuda e ensaio na linha de CHESTERTON, MONTAIGNE, e outros... Normalmente não ligo nada para a critica, a gente se defende psicologicamente, e tem uma liberdade muito maior. Raros são os bons críticos: os que iluminam a leitura do próprio autor".

A senhora LYA LUFT não liga para críticos, como ela mesmo reconheceu, no entanto nesta entrevista ela chama de BURROS, IDIOTAS, INVEJOSOS e IGNORANTES, aqueles que teimam em chamar sua escrita de AUTOAJUDA. A escritora pelo jeito não suporta critica, também pudera, alguem ai, já leu alguma carta na revista VEJA de um leitor discordando de sua deliciosa coluna????

A escrita, os romances,, os ditos ensaios, as colunas na revista VEJA, é sim AUTOAJUDA na mesma linha de um PADRE MARCELO ROSSI, AUGUSTO CURY, PAULO COELHO e ZIBIA GASPARETTO, e outros grandes, do lucrativo mundo literário de autoajuda. A senhora LYA LUFT deveria era ter mais humildade e assumir ser declaradamente uma escritora de autoajuda, mesmo porque isso só engradeceria sua obra, afinal para seus milhões de fãs, ela foi, e sempre sera, uma samaritana da virtude e dos bons costumes. Quem demonstra ser BURRA, IDIOTA, IGNORANTE e ela mesma, diante dos fatos, digo, de sua própria escrita.

Ela tem o direito de classificar sua obra como ENSAIOS na mesma linha de MONTAIGNE, ela só não pode é querer que os críticos, ou melhor, que seus  fãs aceitem isso como uma verdade absoluta. Além do mais quem já leu os ENSAIOS DE MONTAIGNE, tem de concordar que sua obra, se fosse publicada nos dias atuais, poderia perfeitamente ser classificada TAMBÉM de autoajuda, apesar de seu "propalado ceticismo". A entrevista citada tem quase 5 anos, espero que a senhora LYA LUFT tenha mudado sua percepção de CRITICA, DE AUTOAJUDA e de BURRO.

Depois de dizer tanto palavrão , o que mais me chamou atenção foi esta frase: "RAROS SÃO OS BONS CRÍTICOS: OS QUE ILUMINAM A LEITURA DO PRÓPRIO AUTOR"... pano rápido.

http://www.centrovirtualgoeldi.com/ - foto fonte