domingo, 14 de novembro de 2010

ESPINHOS E ROSAS

Por que certas pessoas vêem a vida como um mar de rosas e outros vêem apenas espinhos no lugar destas mesmas rosas? Não se escolhe a dia do nascer, assim como não se escolhe a vida que nos é escolhida, a bem da verdade, nem os que enxergam espinhos são de todo pessimistas, nem os de rosas são de todo optimistas, tudo é uma questão de posto de vista, ou melhor em exagerar neste ponto . Assim tô me complicando, então vamos recomeçar, do final aliás,  vamos raciocinar, em que nossas vidas é ruim a ponto de ser comparada a vida pessoais do nosso vizinho, ou então em que nossas vidas é realmente boa a ponto de desprezarmos a desgraça alheia. Tudo é egoísmo, o espinho vê a vida pelo lado ruim porque se sente uma alma superior, como se todos tivessem que viver em torno de sua áurea, incapaz de dá um passo sem se sentir menosprezado, como se todos tivessem que parar para dá um bom dia olhando nos seus olhos. O rosas é outro egoísta, que vê a vida como uma eterna paisagem de Van Gogh, em que tudo é deslumbrante , sublime, onde a fartura é infinita, e o materialismo a essência, como se a vida fosse apenas seu lindo mundinho cor de rosas, e dane-se a humanidade, não é assim?

Há de ter um meio termo, há de ter moderação, há de ter ponderação e capacidade para perceber que tudo que está ruim pode melhorar, ou que nem tudo que é belo, é digno de divindade, e o principal, tudo depende de nós, para com nós, e esta percepção é fundamente em torno de uma vida balanceada. Ou então meu amigo é coisa para psiquiatria, hoje tudo tem uma solução, até para prolongar a vida.

Tão bom, seria, se todos os exageros/problemas humanos, se resolvem com palavras, se pelo menos tivesse o poder de confortar...