sábado, 4 de setembro de 2010

MORRE O JORNALISMO: BRASIL EM LUTO - PARTE III

A MORTE DO JORNALISMO: O BRASIL EM LUTO

Quarta-feira, afirmei que a MORTE DO JORNAL DO BRASIL equivale a morte de 1 000 intelectuais de toda América do Sul, e não é exagero que em 119 anos morreram 1 000 intelectuais, é obvio que a maioria. cerca de 99% são desconhecidos, pois como se sabe há muitos anos o jornalista tomou, roubou o lugar do intelectual, hoje basta um idiota ser formado e doutorado em JORNALISMO para ter direito a uma vaga de qualquer jornal tupiniquim tanto é verdade, que até para debochar, para fazer rir, para fazer humor, o cara tem que ter o diploma, a morte do JORNAL DO BRASIL coloca literalmente a imprensa brasileira igual a do CHILE, com a mesma credibilidade que a CUBANA e exatamente do mesmo tamanha que a imprensa do PANAMÁ. Há centenas de jornais no BRASIL, no pais afora, isto é fato, assim como todos estes jornais de pequeno, médio e grande porte ajuntado todos , eles ainda assim não dariam a metade de um JORNAL DO BRASIL nos áureos tempos, isto só para exemplificar a decadência de nossa imprensa. É como disse estes dias o velho, e cada dia mais lucido, jornalista CARLOS CHAGAS, a imprensa hoje faz parte da ELITE nacional, portanto não é de seu interesse escrever o INCONVENIENTE, A NOSSA VERDADE INCONVENIENTE, não é de seu interesse mostrar para seus nobres leitores as VÍSCERAS do cotidiano nacional. É muito mais comodo e pratico mostrar a vida de nossas celebridades, de nossas telenovelas, de nossos bbbs e atletas do nível do senhor RONALDO, o FENÔMENO, a imprensa hoje é apenas um resquício do que aquilo que um dia ela representou da intelectualidade nacional.

Uma das coisas que mais orgulha um JORNALISTA Tupiniquim com 15, 20 anos de profissão, é a quantidade de empresas em que ele trabalhou, pega-se um chefe de redação da FOLHA DE SÃO PAULO, DO GLOBO, do estadao.com.br, e da revista VEJA, e o que se ver, é que o sujeito, o mesmo jornalista já trabalhou por todas estas empresas, por todos estes meios de comunicação, é como se o JORNALISMO brasileiro estivesse em um circulo onde há apenas as mesmas pessoas para ocupar os mesmos postos, não há renovação, inovação, não há oportunidade, para as empresa do setor o jornalista bom, o preparado o gênio, o credenciado é aquele que tem 20 anos de carreira em dois, quatro cinco redações, ou seja o cara que tem status é o mesmo que já passou pela redação do JORNAL DO BRASIL, DO GLOBO, DA REVISTA VEJA, ISTOE, ESTADO DE SÃO PAULO, FOLHA DE SÃO PAULO, literalmente nesta ordem, embora quanto mais se muda esta ordem mais credencia o jornalista está. E isto , por incrível que pareça é motivo de orgulho para estes nobres  jornalista, o cara se orgulha de ter passado por todas estas empresas, como se isto fosse prova cabal de sua competência de ser valor, e não é, isto "coleguinhas" é A PROVA CABAL DA DECADÊNCIA DO JORNALISMO BRASILEIRO.

CONTINUA AMANHA