terça-feira, 3 de agosto de 2010

O BRASILEIRO, O BURRO E O ELEITOR - PARTE II

Hoje no JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO o ex-ministro do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EROS ROBERTO GRAU em uma elucidativa entrevistas aos jornalista Fausto Macedo, Felipe Recondo - O Estado de S.Paulo, fez as seguintes ponderações:

- "Para Eros Grau, o que é ficha limpa?

"Ficha limpa" é qualquer cidadão que não tenha sido condenado por sentença judicial transitada em julgado. A Constituição do Brasil diz isso, com todas as letras.

Políticos corruptos não são uma ameaça aos cofres públicos e ao estado de direito?

Sim, sem nenhuma dúvida. Políticos corruptos pervertem, são terrivelmente nocivos. Mas só podemos afirmar que este ou aquele político é corrupto após o trânsito em julgado, em relação a ele, de sentença penal condenatória. Sujeitá-los a qualquer pena antes disso, como está na Lei Complementar 135 (Ficha Limpa), é colocar em risco o estado de direito. É isto que me põe medo.

O que está em jogo não é a moralidade pública?

Sim, é a moralidade pública. Mas a moralidade pública é moralidade segundo os padrões e limites do estado de direito. Essa é uma conquista da humanidade. Julgar à margem da Constituição e da legalidade é inadmissível. Qual moralidade? A sua ou a minha? Há muitas moralidades. Se cada um pretender afirmar a sua, é bom sairmos por aí, cada qual com seu porrete. Vamos nos linchar uns aos outros. Para impedir isso existe o direito. Sem a segurança instalada pelo direito, será a desordem. A moralidade tem como um de seus pressupostos, no estado de direito, a presunção de não culpabilidade."

Realmente, quando a ministro realça a moralidade no contexto da ficha limpa e da politica, ele não está de todo errado, uma vez que moral é algo extremamente delicado, principalmente em se tratando de ELEITO BRASILEIRO, diria mais, não se pode exigir a moral de um politico, não se pode exigir que algum politico tenha moral, isto no fundo é irrelevante, pois a moral tem que haver do próprio eleitor, quem vota é que tem que mostrar algum tipo de honra no que diz respeito a sua própria moral, ou seja a moral do politico é o de menos, em primeiro lugar vem a nossa moral o que pensamos do termo moral é isto que separa a cidadania do alienado. Como querer, exigir que se cumpra a ficha limpa literalmente, se nós não mostramos nenhum tipo de zelo com a nossa própria moral, como exigir moral desse ou daquele politico se nós mesmos não temos moral, não sabemos sequer o significado do termo MORAL, mesmo porque em uma sociedade que aceita a candidatura de pessoas como o senhor SIQUEIRA CAMPOS em TOCANTINS, a família GAROTINHO no RIO, SARNEY no MARANHÃO RORIZ, MALUF, COLLOR, etc etc, e tal, não pode ter moral, não pode exigir ficha limpa para este ou aquele candidato. A moral na policia nasce primeiramente do ELEITOR, como exigir moral se nós aceitamos vender o nosso voto, por um simples saco de cimento, dentadura, um simples aperto de mão, promessa, ou uma nota de 50,00 reais, que moral é esta. Infelizmente o BRASIL está a anos luz de moralidade publica, e neste caso não chega a ser odiosa o termo BURRO, PARA O ELEITOR BRASILEIRO, pois nós somos tão patético, tão burros e ridículos que é realmente compreensivel que se der tanta notoriedade para políticos tão sem escrúpulos, sem nenhum tipo de condições mínimas necessárias para concorrer a algum tipo de cargo publico. ÉTICA, MORAL, SERIEDADE COM A COISA PUBLICA tudo isto é irrelevante, de que adiante exigir tudo isto, se nós mesmos não temos moral sequer para honrar nossa própria moral.E por fim o ficha limpa é valido, não trato aqui de menospreza a LEI, embora todos sabem que ela nasceu de uma pequena elite pensante e empurrada goela abaixo na rale, MORAL todos querem, mais primeiro nós temos que aprender a honrar a nossa própria moral, pois se este tipo de percepção não existir, candidatos como SIQUEIRA CAMPOS, SARNEY, GAROTINHOS, etc vão continuar dando as cartas, e o pior de tudo, vão , inacreditavelmente continuar se elegendo.

CONTINUA AMANHA