sexta-feira, 23 de julho de 2010

BULLYING, CYBERBULLYING E O CAIPIRISMO HEREDITÁRIO - PARTE II

O nosso caipirismo é tão nobre, tão intocável, que o termo BULLYING passou de uma hora para outra a ter status de novidade, de um problema do século XXI, é tratado como se fosse algo em ascensão, como se o tal BULLYING fosse o problema mais emblemático de nossas escolas, de nossos estudantes. Não me lembro bem, mais acho que a primeira vez que ouvi o termo foi há cerca de 3 anos atrás, foi da boca de uma dessas retardadas apresentadoras de telejornal, e lembro que sempre que ela citava o nome, a expressão, ela tinha o cuidado de realçar que BULLYNG é uma expressão inglesa adotado no BRASIL que "ainda não tem uma tradução para o português" de um fenómeno infantojuvenil que se caracteriza quando um determinado aluno "foi alvo de humilhações por um grupo de colegas do próprio colégio", resumo da opera, o nosso caipirismo hereditário levou exatamente 500 anos  para qualificar de BULLYING algo que ocorre há 500 anos , e durante todo este tempo não houve ninguém em terras brasileiras e portuguesas que se propusesse a dar nome para o famoso intolerantismo infantil, escolar, poderia ser qualificado também  preconceito escolar, ou então por alienação infantojuvenil, ou poderia ser radicalismo escolar, zombarismo escolar(como é que é, não existe este termo "zombarismo" como não,se fomos capaz de introduzir o tal BULLYING, tudo é possível para a nossa famigerada língua) ou dezenas centenas de outras expressão tipicamente tupiniquim, e banal como o próprio problema escolar. Mais não, é óbvio que o nosso caipirismo tinha que esperar 500 anos para alçar o BULLYING como algo digno de ser levado a sério, digno de estudos, pesquisas, dignos de honrarias, publicações.