quarta-feira, 19 de maio de 2010

A MORAL DOS COSTUMES

"A origem dos costumes deve ser relacionada com duas ideias: 'a comunidade vale mais que o individuo' e 'deve-se preferir a vantagem duradoura à vantagem passageira'; disso se deve concluir que se deve colocar, de uma maneira absoluta, a vantagem do individuo, sobretudo antes de seu bem-estar momentâneo, mas também antes de sua vantagem duradoura e mesma antes de sua persistencia no ser. Seja, pois, que um individuo sofra por causa de uma instituição que aproveita na totalidade, seja porque essa instituição o força a se estiolar ou mesmo morrer, pouco importa - o costume deve ser conservado, é necessário que o sacrifício seja suportado. Semelhante sentimento, porém, só se origina naqueles que não são vitimas - pois esta demonstra , em seu próprio caso, que o individuo pode ter um valor superior aos demais e, de igual modo, que o desfrute presente e o instante paradisíaco poderiam ser avaliados como superiores à fraca persistencia de estados sem dor e de condições de bem-estar. A filosofia da vitima se dá a entender, no entanto, sempre muito tarde e, portanto, os costumes e a MORALIDADE é que definem a coisa: UMA VEZ QUE A MORALIDADE NÃO PASSA DA OPINIÃO QUE SE TEM DO CONJUNTO DOS COSTUMES SOB A ÉGIDE DOS QUAIS SE VIVE E SE FOI CRIADO - criado não enquanto individuo, mas como membro de uma totalidade, algarismo de uma maioria. - É assim que acontece que sem cessar um individuo CRESCE em si por meio de sua moralidade". (N.)

CONTINUA AMANHA