sexta-feira, 21 de maio de 2010

A MORAL DOS COSTUMES - PARTE III

- O problema de se acostumar com os costumes, é o perigo que corremos de nascermos e morremos sem perceber que existimos, é a certeza que tivemos uma vida digna de costume, de alguém que vive por costume de viver, como se a vida fosse uma dádiva divina, como se tudo fosse muito bem planejado, como se já tivéssemos o costume de viver, de ter pensado ter vivido uma vida semelhantes;

- As vezes tenho que escrever 4, 6, 7 post sobre um único tema, para no final se aproveitar apenas uma minúscula frase de 6 palavras, e a maldição do costume de escrever o banal com a insuportável fantasia, ou seria certeza, que tudo que escrevo que se escreve, tem, teria algum tipo de aproveitamento;

- Não trato aqui de menosprezar os costume (e não?) como sendo a grande chaga da civilização, mas sim de ver nesta desgraça um meio de banalizar tudo aquilo que consideramos sagrado, respeitável e intocável, e é sempre razoável lembrar, que o pior dos costumes é nos acostumarmos com que tudo que sabemos e respeitamos só é possível graças única e exclusivamente aos costumes, é realmente uma pena, que não raciocinamos a tal ponto, a ponto de evidenciar esta certeza;

- Nós nos acostumamos com as coisas banais, glorificamos celebridades graças ao maravilhoso costume de endeusar o outro, mesmo quando este outro seja apenas o reflexo do que a nossa mente acostumou a se imaginar e se materializar;

- Educar nossos filhos passou a ser uma tarefa impossível, hoje não se educa se habilita, os costumes nos força a fazer de nossos filhos uma copia de tudo que existe, que assistimos e glorificamos, com capacidade para tornar-se apto ou capaz, não para ser um ser pensante, e sem para ser apenas, mais um ser humano. Numa sociedade cada dia mais centralizada nos costumes, as pessoas não nascem, e se desenvolvem, elas apenas existem, como se fizessem parte de um batalhão de mentes inertes;

CONTINUA AMANHA