terça-feira, 11 de maio de 2010

A MORAL DO ELOGIO - PARTE II

"Há reprimendas que elogiam e elogios que maldizem";

"A recusa dos elogios é desejo de ser elogiado duas vezes";

"O desejo de merecer os elogios que nos dão fortalece nossa virtude, e os elogios dados ao espírito , ao valor e a beleza contribuem para aumentá-los";

"É antes pela estima de nossos próprios sentimentos do que pela estima do mérito dos outros que exageramos suas qualidades. e queremos receber elogios quando parece que os damos a eles" (La Rochefoucauld)

Como distinguir o falso elogio do verdadeiro? Impossível, uma vez que todo elogio nasce do principio da falsidade, elogio é sinonimo de falsidade. A lógica do elogio é a mesma da critica, ninguém gosta de ser criticado, assim como todos se sentem honrado com um elogio, a diferença que a critica, quase sempre é mais sensata que o elogio, pois este significa em primeiro lugar, bajulação, nada mais. O ser humano, seja ele que for, não é digno de elogio, no máximo de respeito e admiração quando faz por merece é lógico, e quando se elogia se atenta para o fato que ainda que mereça ser elogiado, o homem nunca fará jus a tal honraria, se nos fossemos dignos de elogio por mais banal que seja , era de se supor que por tabela, todo o resto mereceria também ser elogiado, o que definitivamente é uma heresia, ou alguém aí é capaz de elogiar um ser que fez e faz coisas como os campos de concentrações nazistas, ou coisas semelhantes todos os dias em todas as partes do mundo, elogiar o homem seja de que forma for, é também abonar indiretamente e diretamente todas as monstruosidade cometida pelo mesmo homem em nome deste bendito elogio.

CONTINUA AMANHA