sexta-feira, 7 de maio de 2010

A INSTITUIÇÃO E O INDIVIDUO - PARTE IV

O sujeito que tenta defender uma instituição, seja ela qual for, é um paranóico, fanático, que tenta de todas as formas defender sua própria ideologia em detrimento aos fatos e a próprio histórico de falhas e acometimento em nome desta mesma instituição. Este tipo de procedimento é o principal responsável pelo chamado 'esquecimento da sociedade , a famosa cegueira coletiva' que já comentei aqui algumas vezes. Ou seja, mesmo sabendo , da safadeza moral dos padres, dos políticos, da policia, mesmo sabendo disso, nós, por omissão, por covardia, acomodamento, fanatismo ideológico, continuamos rezando em nome do papa e para o papa, continuamos votando em políticos inescrupuloso e continuamos acreditando cegamente na imparcialidade social da policia militar, tudo graças a INSTITUIÇÃO.

A instituição é tão ou mais culpada, podre do que o individuo, pois parte de um pressuposto que ela está acima da lei, do homem, da moral , dos FATOS e do INCONTESTÁVEL, e quando se tenta desvincular a tal Instituição por um erro de seus membros, se está, em primeiro lugar fugindo da responsabilidade, se acovardando perante os fatos. O raciocínio neste caso está sendo invertido, o certo o plausível é dizer que o que não presta não é o individuo e sim a INSTITUIÇÃO, e está pode ser milenar, pode ser santa, pode ser intocável, pode ser isto pode ser aquilo, mais se há ' um único grande deslize moral, ou de qualquer outra ordem, de seus membros', está sua suposta honra já não existe. É por estas e outras que há de ser anarquista e frio para debater está questão, do contrário, aquela insuportável retórica, 'de que estamos falando de seres humanos e que portanto tudo é possivel', passa a ser a regra. Realmente em se tratando de humano e instituição tudo é possível.

CONTINUA AMANHA.