sexta-feira, 28 de maio de 2010

AFINAL, QUAL A UTILIDADE DA RAZÃO?

"Afinal qual a real utilidade , na dita intelectualidade, inteligencia, humana???? NADA, o chamado lado racional, intelectual humano, não tem uma única utilidade, uma misera serventia, aliás, tem, graças a este peculiar diferencial, nós somos comprovadamente a mais BESTA, monstruosamente falando, entre todos os seres vivos. A humanidade é um factoide de sua humanidade." Foi assim que terminei um post por estes dias. E ai???!!!...??

Segundo muitos o que nos diferencia dos outros irmãos-animais, é mesmo a constatação da existencia da razão, do intelecto, da nossa infinita capacidade de compreender e nos adaptarmos, é a destreza mental, é um conhecimento profundo de si e da natureza e outras centenas de habilidades que cientistas, historiadores e filósofos adoram propagar. Pois bem, mais uma vez interrogo, qual a serventia disso tudo, qual a real utilidade da razão humana?

Segundo a nossa própria definição, o que distingue o homem dos animais é a nossa famosa RAZÃO, a mesma razão que nos torna capaz de julgar, comparar, refletir, ponderar, é a mesma razão que impõem o direito natural, a lei moral, que criou a sabedoria, o bem senso, a prudência, a justiça, o direito, e outras bilhões de definições que nascem dessas definições, que terminam quase sempre por formar um verdadeiro MAR DE VIRTUDES. "As origens da justiça e da inteligencia, da ponderação, da valentia - numa palavra, de tudo o que designamos de VIRTUDES socráticas - são ANIMAIS: essas virtudes são uma consequência dos instintos que ensinam a procurar o alimento e a escapar do inimigo. Se considerarmos, pois que mesmo o homem superior não fez outra coisa que elevar-se e se aperfeiçoar na QUALIDADE de seu alimento e na ideia do que considera como oposto à sua natureza, nada poderá impedir de qualificar de animal o fenomeno moral por inteiro".

A utilidade da propagada razão, intelectualidade, só teria algum tipo de serventia, se: de uma forma ou de outra pudéssemos alterar o nosso instinto animal. a nossa essência canibal, e a literatura, a filosofia, a ciência, a tecnologia, religião e todas as maravilhosas criações humana, nada nos diz, nada serve, a inutilidade disso tudo, só confirma a inutilidade da razão humana, de tudo que consideramos como humano, como digno da civilização, próprio do homem e todas estas porcarias....

É preciso voltar as origens para entender onde quero chegar, é necessário ser animal ao extremo para compreender o que quero dizer, é acima de tudo para de olhar para si e para seu semelhante, deixar as imagens de lado, para entender tudo isso. Pois é certo que tudo que temos, que criamos e que nos conforta de nada serve de nada adianta. O homem criou para si uma gigantesca cadeia de utopia, de um mundo que ele almeja, vive de forma fantasticamente realista, mais que só serve para alimentar a si mesmo, para alimentar seu ego, sua essência, seus PODEROSOS INSTINTOS animal, monstruosamente animal. E NÃO PODEMOS CONSIDERAR ISTO DE ÚTIL, achar que toda esta magnitude tem algum tipo de serventia de utilidade.

CONTINUA AMANHA