sexta-feira, 9 de abril de 2010

A ÉTICA, A IMPRENSA E OS NÚMEROS MACABROS - PARTE VI

Já que tirei o mês para detonar, desmascarar a tal da ética da imprensa nacional, então vamos atualizar os últimos acontecimentos, e o comportamento circense da midia em torno da cobertura das chuvas, ou melhor do diluvio que mata e provoca danos em todo o Estado do Rio de Janeiro.



O mais macabro em tudo isto, não é a destruição em si, e sim a forma , como direi...... abominável, de como a imprensa, principalmente a eletrônica, os telejornais trata as vitimas, a obsessão, a forma desumana com que a imprensa trata os NUMERO de vitimas, de mortos, melhor dizendo, é algo inaceitável. Dia desses a repórter ANA PAULA ARAÚJO de um telejornal aqui do Rio, teve a ousadia de parar uma entrevista com o governador, simplesmente porque os números de mortos anunciados por ela, não batia com os números do governador. Tudo é realmente sinistro, a impressão que se tem é que a midia de modo geral, torce por mais macabro que pareça, para que o números de mortes provocados pelas chuvas chegue a 500,,800 pessoas, tamanha é a obstinação em torno dos NÚMEROS. Fica-se com isso com a nítida impressão que os NÚMEROS em si, tem mais relevância que as vitimas, que os mortos propriamente ditos. Quando a Defesa Civil, falou hipoteticamente que' poderia haver 200 mortos' na avalanche do MORRO DA BUMBA em NITEROI, pronto, foi o suficiente para toda a imprensa NACIONAL armar seu grande circo, em torno do Morro, ou melhor do que restou,e com isso, com um passe de magica  todos os grandes nomes do telejornalismo nacional aparecerão em frente ao Bumba, e por lá ficaram, assistindo de camarote o resgate das possiveis 200 mortes. É tudo surreal, macabro, e o pior, o brasileiro adora este tipo de espetaculo. É revoltante, é repugnante, é de dar nojo da nossa imprensa. Eles ficam contando, anunciando o numero de mortos a toda hora, a todo momento, como se estivessem contando a morte de cachorros e não de seres humanos.



CONTINUA AMANHA