quarta-feira, 14 de abril de 2010

DA VINGANÇA E DA JUSTIÇA - PARTE 2

Antes de mais nada, não vou por motivos óbvios, menosprezar a dor pessoal de Gloria Perez, afinal, quem há neste mundo de criticar uma mãe diante da perda de um filho, em outras palavras, quem há de ser estupidamente estúpido a ponto de criticar a atitude de uma mãe, perante a perda de um filho? Por mais cerebral, desprezível, ridícula, odiosa e forte que seja minha escrita, ainda assim , abstenho-me , de tamanha asneira. Esta restrição-observação só se restringe a ELAS, não ao resto, dito isto vamos em frente.





O sentido da frase 'sede de justiça', é inexistente, patético, só se pode aceitar a frase se for para satisfazer a boa consciência, embutida no núcleo da má consciência do ser humano, de outro modo o homem atua, trabalha, mora, se profissionaliza, se realiza tudo dentro do mais natural e bonita concepção de humanidade, mais que por ESSÊNCIA, por naturalidade, por natureza, somos mesmo é animal irracional, " refiro-me ao doentio moralismo que ensinou o homem , a envergonhar-se de todos os seus instintos", e o fato de sermos humanos, engana, quase sempre, mais nem sempre, a certeza de que nós temos sangue, que somos animal, que a morte, o ressentimento, a morte é algo, é tudo nosso, e mudar este processo é cair no perigoso mundo da fantasia, da falsidade, de tentar enganar a si mesmo, num tipo de ilusão, utopia, naturalmente normal para o homem, mais não tão quanto aceitável.



Diante dessa irracionalidade, é que, o castigo, por maus cruel, por mais ultrajante, nunca vai satisfazer o moralismo-animal-irracional do ser humano. Para este o melhor castigo, o mais recomendado e o mais satisfatório, seria sua completa e definitiva aniquilação, reduzir o assassino a nada, a morte seria o aceitável. Porém como existe todo um contexto de direitos humanos, de humanização, de bancar o racional, então nos preferimos, pelo menos em nossa sociedade, brincar de juiz, de justiça, de ser justo, e para isso, se cria todo um processo, circo para ser compreensivel, cuja intenção, finalidade é de mostrar que o homem irracional, é racional, é humano, com isso o castigo é aplicado, o sujeito passa 5, 30. 20, anos presos, e as vezes morre lá mesmo, e é esquecido, outras vezes é libertado, se regenera e leva uma vida aparentemente normal, ou então o assassino é solto, por fuga, ou por bom comportamento, e por livre e espontanea vontade, volta a praticar crimes.



CONTINUA AMANHA