segunda-feira, 19 de abril de 2010

BRASILIA, 50 ANOS - TERCEIRA PARTE

Que me desculpe OSCAR NIEMEYER e LUCIO COSTA, mais BRASÍLIA é o que existe de mais tenebroso em termos de Arquitetura, Urbanismo, de projeto, e não precisa ser um celebre, um intelectual, ou um profissional de qualquer área , basta que tenha passado 24 horas na capital federal, para se descobrir com os olhos de um estranho, que aquilo ali, é qualquer coisa de extraordinario contra a própria concepção, que qualquer mortal tem de CIDADE , ou o equivalente. O plano piloto como um todo é de um mal gosto, de um enigma em torno do concreto instransponivel. Morar em Brasília é pior do que morar na Barra da Tijuca, quem é rico paga um preço a altura de sua riqueza, e o pobre sofre, até ai, nada demais já que este sofre em qualquer lugar do planeta, mais o pobre candango é diferente, pois ele é na verdade pertencente a classe media da cidade, capital, simplesmente é pobre porque mora em BRASÍLIA, um lugar onde tudo é caro, tudo é exageradamente longe,tudo é exagerado, tudo é instransponivel e enigmático.

Muitos definem BRASÍLIA como uma marco do desenvolvimento inserido no contexto pessoal de JUSCELINO KUBITSCHEK que prometia realizar cinquenta a nos em cinco. Tudo é mito, de uma forma ou de outra as coisas teriam acontecido, com ou sem BRASÍLIA, de uma forma ou de outra a região centro-oeste, teria chegado ao atual estagio, com o diferencial que se não fosse a majestosa mente de JK, não se teria jogado fora literalmente bilhões de dólares em valores de hoje, um projeto que só trouxe problema, gasto, corrupção, pobreza para todos aqueles que teimam em morar no chamado grande entorno, envolvendo vários municípios goianos, e os próprios favelados descendentes dos bravos candangos, há, não podemos esquecer da falta de utilidade, quem é o legitimo morador de BRASÍLIA, hoje, ontem e sempre? se não são mesmos os milhares, milhões de funcionários públicos, e aquele outros milhares empregados das Forças Armadas, já não tinham tudo isto aqui no Rio? Pensando bem, analisando por este ângulo, o Rio de Janeiro deve agradecer até hoje.

Para elogiar os traços arquitetonicos de OSCAR E LÚCIO COSTA, tem que ser uma pessoa que nunca foi no PLANO PILOTO em um mero dia dia DOMINGO, alguém pode argumentar, - tudo bem, mais o elogio está no projeto como um todo, tido por muitos, como inovador e arrojado, .... mais não se pode elogiar um projeto com propósito de capital de um pais, ONDE NÃO SE VÊ NÃO SE SENTE O PRINCIPAL E ÚNICO CAPITAL QUE INTERESSA, O HUMANO.Em Brasília não existe,calor humano, não no sentido literal, como se vê aqui nas praias cariocas, lá onde se reúne os ricos é apenas os ricos, os pobres de Brasília se reúne nas infinitas feiras estilos NORDESTINA, espalhados pelas varias cidades satélites, nada contra, mais é algo vago, não tem aquela mistura de povos de raças, de gostos, de fedor, de miséria e luxo ao mesmo tempo, como se ver nas outras capitais, inclusive as suas vizinhas, também projetadas, como GOIANIA E BH., lá tudo é pobre de estilo de vivência e de comunidade , no sentido mais 'sociedade' do termo.

continua amanha