quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A VIVACIDADE DO VIVER - PARTE 4

O homem no fundo não passa de uma besta em achar que ele faz parte de um "misterioso e bonito segredo universal", como se sua existência fosse algo tão grande, tão maravilhoso, que não há a menor possibilidade, que sua vida seja simplesmente 'fruto da natureza terrestre', e nada mais. Mais , lógico isto, é irreal, pois é inacreditável que algo tão bem feito, tão inteligente tivesse saído de algo tão tosco e mal acabado como é a vida real que brota da natureza. Com isso nós deixamos de lado o prazer imensurável, que há na 'vivacidade do viver' para nos dopar de preocupações, indagações e as inevitáveis consequencias como depressão, loucura, tédio, amargura, a procura insano pela felicidade, a corrida existencial e a busca pela perfeição e eterna, e todo os tipos de apetrechos que nos faz viver uma vida mergulhada em alucinações cujo único objetivo é desviar a mente para a atenção privilegiada que deveríamos dar a nossa vida, no sentido saudável e comunitário. E digo mais, não há nada maus sublime na vida humana do que o próprio ato de viver, e querer ir além é o mesmo que abdicar da própria vida, em pró da maravilhosa superioridade humana, que de superior só tem o significado platonico que lhes dão os dicionários. (Continua)