segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A VIVACIDADE DO VIVER - PARTE 13

Há uma diferença abissal, intransponivel na pessoa amarga, depressiva e comprovadamente débil, entre aquele outro que apesar de aparentar ser, não é, por fim é apenas alguém revoltado com o comportamento não-humano da humanidade, dentro deste contexto e critica é que me encontro, o ideal era que houvesse mais mente revoltada com a humanidade, assim existiria mais vozes cuspindo,repugnando, vomitando, execrando tudo de podre e aparentemente sensato que permeia o homem, talvez assim nós padecemos descer do pedestal que nos encontramos e nos inserimos para que enfim percebemos que o verdadeiro sentido da vida é um engodo, que a única verdade aceitável é que , nós somos apenas parte da natureza, somos apenas mais um elemento da natureza, somos apenas pequenos seres inserido no núcleo natural das coisas. Não importa se um dia o homem vai chegar a este tipo de percepção, no fundo o que importa mesmo é a impagável sensação de vomitar na humanidade, pois é certo, que apesar de nossa aparente grandeza, hospitalidade, compaixão, arrogância, e aquela velha e famosa obstinação pelo poder e egoísmo e etc e tal, lá no fundo, no fundo, nós temos consciência de que, o que somos mesmo, é um misero ser vivo, incapaz de sobreviver a uma picada de uma mortífera formiga, ou então, para ser mais direto, a um simples sopro do vento. E é isto que me alegra. (Continua).