quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A VIVACIDADE DO VIVER - FINAL


Há um grande dilema no que diz respeito ao suicídio, e no fundo, continua e continuará um problema complexo de se abordar, seja no contexto filosófico, religioso , literal ou ironico(ironico?), a verdade é que de uma forma ou de outra o tema suicídio desperta, quase sempre indiferença e preconceito, e é tratado de forma equivocada e isto terminar por ser ridicularmente atacada. E digo, o porque, os motivos que levam o individuo ao suicídio são sempre os mesmos, vergonha por algo sucedido, fraqueza de encarar as pessoas de sempre por problemas financeiros, covardia em ter que reconhecer o erro e recomeçar do zero e etc e tal, analisando cada motivo, vamos chegar a onde deseja, ou seja, literalmente todos os motivo que leva um individuo ao suicídio pode ser resumido em um único questionamento. O estilo de vida que vivemos e que escolhemos para viver. Os costumes (sempre eles), o moralismo imposto por nós mesmos para com nossas atitudes e principalmente a extrema dificuldade que temos em lidar com as saudáveis imposições da tal sociedade , da tal humanidade, da tal civilização, tudo isto nos leva a nossa mente a sair do controle, ao suicídio, e não digo apenas ao suicídio executado, bem sucedido, digo ao nosso suicídio pessoal de cada dia, pois partir do momento que abrimos mão de viver uma vida em acordo com a natureza, como os outros seres vivos vivem, com a vivacidade do viver, nós estamos aos poucos perdendo o controle sobre nosso conceito de tempo , de decisão e de vida e com isto, sem percebemos , estamos nos arruinando sofrendo um processo de autodestruir-se.

O suicidar-se não é apenas sucumbir, desistir de viver é sobretudo abrir mão da 'vivacidade do viver', para se inserir em um estilo de vida onde o moralismo, os costumes e dogmas se sobrepõem ao próprio conceito de vida.

Acho que está é a terceira vez que dedico ao tema suicídio, e cada vez que comento sobre o assunto, tenho certeza que criticar, amaldiçoar, pixar o suicida, o suicídio, não é relevante, muito pelo contrário, no dia que a percepção sobre o mesmo passar sobre os supostos problemas pessoais da cada um, iremos descobrir que a melhor forma de tratar o tema, é raciocinar em torno de tudo que consideramos 'imprescindivel', ou seja, até que ponto este 'imprescindivel', é mais importante que a nossa própria vida.

"Os dois maiores assassinatos legais da historia universal são, para falara francamente, suicídios mascarados e bem mascarados. Nos dois casos, que se queria era morrer, nos dois casos a espada foi cravada no peito pela mão da injustiça humana"(N.), e acrescento eu, não apenas da injustiça humana, mas também da incapacidade que temos de aceitar, que somos APENAS parte da natureza e não DONO dela, quando se tira o peso da ideologia, da moral, dos dogmas, restará tão somente, um ser vivo, e reconhecer isso, é o diferencial entre querer viver, ou a banalidade suicida, é como tenho dito ao longo desse mês, 'a vivacidade do viver', não é um estilo de vida, é mesmo, reconhecer que a vida é para ser vivida,preferencialmente sem nenhum tipo de imposição e costumes. E para se reconhecer a felicidade, basta que se abomine a dor enigmática-existencial de cada ser,