quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A MORAL DA BLASFÊMIA

- O conceito de 'blasfemar', foi criado com um único propósito: humilhar o homem diante de seu próprio pensamento, quando alguém acusa seu semelhante de estar falando uma 'blasfémia', este alguém está humilhando, diminuindo esta pessoa diante de seu próprio conceito de sagrado, verdade e todas estas idiotices que os fanáticos adoram endeusar, portanto simplesmente isto ocorre porque este, falou algo que vai contra seus dogmas. A palavra e o significado de blasfemia, por si só já é absolutamente uma blasfêmia contra a suprema liberdade de pensamento, não vou nem dizer expressão, para não agredir os fanáticos e seus deuses intocáveis;

- Aqueles que usam a palavra "blasfêmia", são os mesmos que querem a todo custo perpetuar seu conceito pessoal de verdade, de divindade, querem sobretudo amordaçar e denegrir qualquer ser, que extrapole o limite imposto por si mesmo;


- Não se trata de denegrir, debochar ou desrespeito algo considerado 'sagrado', se trata sobretudo de respeitar o livre-arbítrio do pensamento e da expressão, este sim são SAGRADO e INTOCÁVEL SOBRE QUALQUER TIPO DE ATAQUE OU ANARQUIA DO GÉNERO, pois é sabido que a palavra proferida só denegri se ouvimos com o único intuito de se colocar no contexto pessoal da palavra/frase. Não se pode silenciar o individuo, só porque não acredita em algo, a religião seja ela qual for, só pode ser reverenciada e respeitada se se comportar como tal;

- A nossa crença pessoal é una e instransferivel, se cremos, se temos fé, se acreditamos em Deus, então isto basta para nós, para nossa satisfação pessoal e felicidade, não é isto?, resumindo se de fato tudo isto é profundamente verdadeiro no nosso EU, então nada há de abalar nossa convicção, não importa o quão forte seja o escárnio de alguém para com esta convicção, este sagrado, não importa os outros, se tudo isto é de fato verdade, é de supor que o conceito de blasfêmia, só serve para alimentar a mente doentia e odiosamente-alienada dos fanáticos/religiosos, porque para o verdadeiro crente, ela é inexistente e exageradamente abusiva e inócua em todos os sentidos. Fui claro.