sábado, 21 de novembro de 2009

CRER E SABER NA LOGOSÓFIA

Já tem algum tempo, que adquiri, aqui mesmo no blog, num desses comerciais aí ao lado(ou melhor na época que havia propaganda...) um livro , de graça, não paguei sequer o envio, cujo titulo é "Curso de Iniciação Logosófica", da Editora Gogosófica, de autoria de Carlos Bernardo González Pecotche, não li, apenas dei uma leva folheada e meses depois abrir na pagina 45, com o subtítulo: "Reflexões que convidam à revisão de certos conceitos", e no item 77, 78, 798 estava escrito, está escrito algo SENSATO:

"A Logosófia institui, como principio, que a palavra 'crer' deve ser substituída pela palavra 'saber', porque é sabendo - e não crendo - que o homem consegue ser verdadeiramente consciente do governo de sua vida, quer dizer, daquilo que pensa e faz. Por outra parte, o fato de crer - bem o sabemos - produz certo grau de inibição mental. É assim que o homem fica exposto ao engano e à má fé daqueles que tiram partido dessa situação.

A crença pode assenhorear-se da ignorância, porém é inadmissível em toda pessoa inteligente que onde onere sinceramente o conhecimento da verdade. As pessoas de curtos alcance mentais são propensas à credulidade, porque ninguém as ilustrou devidamente sobre os benefícios que o fato de pensar - e sobretudo de saber - representa para suas vidas. Lamentavelmente, é forçoso reconhecer que uma grande parte da humanidade se acha nessas condições e padece a mesma propensão. Daí que, desde tempos remotos, sua candidez tenha sido explorada, mantendo-se ela no mais lamentável obscurantismo.

Ninguém poderia sustentar jamais, sob pena de ser tido como um desequilibrado, que seja preciso privar o homem de conhecimento para que ele seja feliz. Sem saber exatamente o que a vida e seu destino lhe exigem saber, como poderá cumprir sua missão de ser racional e livre? Como poderá satisfazer os anseios angustiosos de seu espírito, se é privado da única possibilidade de atendê-los, ou seja, das fontes do saber?"