quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A SAGACIDADE DO SAGRADO

Para falar do sagrado, do inviolável, do profundamente venerável, do puro e do santo, é necessário , antes de qualquer qualificação profissional ou vocacional, é preciso sim, ver bem, escrever desembaraçadamente, ser esperto, ser penetrante e uma finura imprescindivel para dizer o inconveniente sem apelar para qualquer tipo de ataque descabido, ou seja, dizer apenas o que considero como sendo nossa verdade inconveniente. Portanto neste mês de Outubro, pretendo entre outros temas, falar do que nos é sagrado, daquilo que consideramos como sendo sagrado, de uma forma sagaz, mas ao mesmo tempo respeitosa, no sentido literal, não no platónico, ou melhor escrever de forma sagaz a sagacidade do nosso sagrado, mostrando a verdadeira astucia que há por trás do nosso veneralvel e intocável sentimento religioso, de religiosidade. Mostrando o quão intima é nosso conceito de sagrado, isto significa, que não vou medir palavras para destronar o considerado sagrado embrulhado em egoísmo, falando de outra forma pretendo destronar algumas coisas que consideramos inviolável, mas que no fundo é apenas um jeito confortável e santo para encobrir nossa famigerada fraqueza moral, nosso impactante conforto mental. Todos nós temos algo profundamente venerável dentro de nós, a questão é, até que ponto este venerável, é realmente digno de inviolável, até que ponto isto não é nosso masoquismo-egoísta. E finalmente, para ser mais explicito, este mês vou atacar diretamente e implacavelmente a sagacidade do nosso sagrado, aquilo que nós fabricamos e que as vezes nos´é tão caro, ou então as vezes é apenas reflexo de um sentimento religioso-fanático-cristão.(será que alguém entendeu o que eu quis dizer?? Se não paciência, amanhã, começou a demonstrar em palavras-literais)