sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A MORAL DO RIDICULO

-Ser um ridículo, definitivamente não é para qualquer idiota, é acima de tudo ter hombridade, duvidam?

- O ridículo é sempre o salvador da pátria, ele se orgulha onde todos se envergonha, ele fala quando todos, por comodidade ou covardia, se calam, ele debocha a unanimidade com a mesma mestria que enaltece os apedrejados, ele se envergonha onde todos se orgulham, ele se cala onde todos aplaudem, ele sorri onde todos choram, ele se irrita onde todos se acomodam, ele odeia, o que todos bajulam;

- O ridículo vê o que ninguém enxerga, ele despreza certos sentimentos com a mesma solicitude que engrandece seu ponto de vista;

- Existem dois tipos de ridículos, o que tem consciência efetiva de ser um ridículo, e aquele que tem uma inabalável, uma indescritível senso de justiça, dos bons costumes, da ética, e tudo mais de virtude humana, este democraticamente é o pior dos ridículos, afinal quanto mais honrado ele se torna, mais afunda em sua podridão existencial e assim se torna implacavelmente em um indisfarçavel ridículo.

E é lógico que todos desprezam o ridículo, pelo menos aquele que assume sua condição, de ridículo, pois este é sempre inconveniente.

Ia esquecendo do principal, existem ridículo e RIDÍCULOS, e há uma colossal diferença entre eles.