quinta-feira, 23 de julho de 2009

O PROCLAMAR DE UMA NOVA RELIGIOSIDADE

A nossa religiosidade, hoje, é sem duvida o que existe de mais funesto, indigno e depravado e que só envergonha o verdadeiro conceito de religiosidade. Todos se orgulham de dizer em alto e bom som que são religiosos, no entanto não precisa ser nenhum fanático formado em teologia ou coisas do género, para afirmar que no mundo atual não existe uma única pessoa viva na face da terra digna de se sentir um grande religioso, alias nem precisa ser grande, basta ser um simples e pacato religioso, nem em pensamento isto é possível. A religiosidade existente hoje é sinonimo de antagonismo e tudo de imprestável que se pode inserir nesta palavra, está certeza absoluta , cega, em torna de sua própria verdade, porque são tantas verdades... só destroi qualquer possibilidade de harmonia, não vou nem me prolongar em afirmações tipo: as pessoas hoje se preocupam mais em brigar para impor sua verdade, do que propriamente abrir mão desta imposição pessoal e desenfreada, em torno de uma verdadeira paz universal. Paz está por sinal, que é muito difundida entre as religiões, mais tudo propositadamente da boca para fora, como se pode querer a paz, reivindicar um tipo de paz, se não conseguimos sequer admitir qualquer tipo de atitude, pensamento que não seja o nosso, de nossa conveniencia, lembrando sempre, que cada homem é livre para pensar e discordar, isto é a essência do ser humano, , lembrando sempre que se existisse um pensamento uniforme, é possível também que não existisse também o conceito de humanidade, sociedade, civilização,´muito menos de verdade, o que dizer de fé.

O conceito de religiosidade implica obrigatoriamente que tenhamos sentimentos de escrúpulos religiosos, ou que não seja, mais escrúpulos sim, e o que isto significa, sobretudo, que se tenha zelo, muita atenção, e acima de tudo receio de errar, de enganar-se, receio de pecar (pecar, o que quer dizer isto???), estendendo isto no campo da IMPOSIÇÃO DA IDEIA DO UNO, chegamos ao ponto que almejo, a gravidade dos diversos tipos de religiosidade existente hoje, em menor ou maior grau, como a dos países asiáticos, muçulmanos, e no próprio cristianismo, chega a ser digno de piada, a certeza que as pessoas tem de que sua forma de religiosidade é correta é prudente, pode existir mil e uma maneira de se acreditar em Deus e tudo que isto engloba, só não podemos é achar que Deus seja suficiente bondoso para perdoar nossos equívocos, nossas falsas certezas absolutas, isto tudo em seu nome, tudo usando uma imposição de ideia como se fosse um mandamento expresso do Divino. A maior evidencia deste equivoco, é que mesmo sendo uma civilização extremamente religiosa, tão comprometida com o Divino... nós não conseguimos um único dia de sossego, de paz existencial, por que será??? alguma coisa tá errada, há algo de muito podre na nossa dita religiosidade. Eu acredito em Deus do mesmo jeito que tenho absoluta certeza que ele acredita em mim, afinal, não se pode querer ser o que nunca seremos, não se pode desejar o impossível, não se pode amar apenas o que nos convêm, não se pode reivindicar para si um tipo de paz em detrimento com a paz do próximo, não se pode querer ser abençoado apenas porque nos achamos digno de tal, não se pode proclamar a fé com a mesma fé que odiamos o que não nos convêm. Como poderemos reivindicar uma paz, se não conseguimos sequer salvar nossos próprios pensamentos? Como se pode orgulhar de algo que não se tem?

O proclamar de uma nova ordem religiosa, passa em primeiro lugar apelo conceito de RESPEITABILIDADE, qualquer outra forma de religiosidade que não inclua o respeitar 'o pensamento alheio, seja ele qual for', não passa de uma grande aberração na nossa risível vontade de ser salvo, do nirvana, pelas mãos divina.

Se és verdadeiramente religioso, então provas que estou errado?