sábado, 25 de julho de 2009

A NOSSA ETERNA DEFERÊNCIA PELO ALHEIO

Por que somos uma eterna promessa? Por que somos o país do futuro? Porque somos sempre uma aposta? A respostas dos porquês talvez esteja em nossa eterna capacidade de valorizar ao que em nós não funciona, a nossa deferência para com os EUA, as Suíças e Suécia da vida beira qualquer coisa que seja semelhante a deboche embrulhando num pacote de humilhação-alienada. Realmente como se leva a sério um país que nunca tem uma ideia, uma plataforma do que quer ser, do que venha a ser um grande país inserido em um grande projeto nacional, hoje o que entendemos disto se chama PAC, me desculpe mais eu vou continuar vomitando.... tudo aqui gira em termos de comparação, imitação com outros países. O brasileiro, nós, não temos capacidade intelectual para impor nosso próprio projeto, e sempre que aparece um corajoso sempre , em seguida, vem uma multidão guiada pela imprensa escrita e eletronica comparar a proposta do sujeito com uma proposta semelhante que não deu certa na Itália, ou uma outra que não vingou na Inglaterra.

Como poderemos vencer o analfabetismo se temos receio de expor um pensamento-projeto , para um problema nacional e aparentemente insolucionavel? Como poderemos vencer a problematica da violência cronica, se somos incapaz de elaborar e impor um projeto próprio , e que não seja rascunho de outros países?

O Brasil sofre da síndrome da deferência alheia, para nós o bom é a democracia norte-americana, a policia certa é a inglesa, a religião correta é a de Roma, o escritor bom é o nascido na Dinamarca, a educação respeitavel é a proferida em Harvard, nas escolas suíça, e por ai em diante... com isto perdemos mais tempo exaltando o outro, do que propriamente tentando aperfeiçoar nosso próprio projeto de educação, segurança e etc e tal. Não existe o intelectual nacional, os que aí estão, são apenas fantoches de intelectuais , os nossos antropologos, e cientistas de um modo geral são seres desprezáveis, que nem eles mesmos se levam em consideração. Como se esperar respeito de uma classe que não faz outra coisa, senão abonar a moda vigente?

Como se leva a sério um país, que nem seus compatriotas consideram digno de respeito? Como solucionar o problema da educação, sendo que ninguém tem ousadia para impor uma solução definitiva? Como querer que o tráfico armado acabe, sendo que nós mesmos somos os primeiros a respeitar profundamente, ou seria covardamente este trafico, como sendo parte de um tipo de autoridade autorizada e abonada por todos?

Quantos intelectuais brasileiros são uma deferência mundial? Tirando o Oscar Niemeyer, você lembram de outro? Como é que é? Paulo Coelho? Tá explicado, por que vamos continuar a ser o pais do futuro.......