quinta-feira, 30 de julho de 2009

DO JUSTO, DO JUIZ... E DO JUSTICEIRO

- 10 em cada 10 preferem ser justo a ser juiz, embora todos admitam que esta preferência é apenas para se vangloriar, porque o que todos são mesmo é juízes. Todos julgam seu semelhante, todos julgam a si mesmo, todos se acham no direito de julgar sentenciosamente e implacavelmente e negar isto de um certo ponto de vista é até normal, todos se sentem vitimas, no entanto ninguém em sã consciência admite ser juiz com seu próprio ato alienado de julgar irresponsavelmente;

- Justo é todo aquele que vive conforme a razão. E PONTO. Qualquer acréscimo além disto é injusto com o justo, portanto é apenas uma vontade individual de se acrescentar os preceitos morais e religiosos;

- Alguns se acham justo diante da moral e do direito, das leis, pois se acham suficientemente reto, imparcial e integro a tal ponto que se acham mais do que preparado para julgar conforme sua própria doutrina moral ou religiosa, tanto é verdade que todas as grandes guerras procede deste equivoco. Neste ponto é mais que um simples equivoco, equivale a se colocar em um pedestal semelhante aos que outrora pertenceram com toda pose de justiça aos maiores genocida da humanidade;

- Justiça como a que temos hoje, não chega a ser sinonimo de justiça conforme a razão, ela está mais voltada aos costumes, e consequentemente a moral. Os juízes de nossos tribunais julgam conforme a moral e não ao bom senso, a razão, julgam para agradar e harmonizar a sociedade, julgam para justificar a justiça doutrinaria e equivocada. Se a justiça fosse de toda justa, é certa que não haveria tamanho crescimento de injustiça, e atos alienados mundo afora. Como o homem pode querer julgar, se quase nada que provem deste julgamento é digno de bom senso, moderação, ponderação no sentido de se disciplinar definitivamente uma mente transviada e consciente de impunidade .

- O nosso senso de justiça, chega a ser Hilário, nós nos achamos justo mais negamos que esta mesma justiça seja mesmo uma deslavada injustiça com a própria civilização, ao tentar aplicar a justiça de acordo com a moral e bla-bla, ao nosso bom senso moralista, nós estamos proclamando a injustiça enquanto privar o individuo de seu maior bem, a liberdade, a sua condição de ser livre em atitudes e em pensamentos. Se isto for o preço de se viver em sociedade, e harmonicamente, é utópico.

- O justo, hoje, é todo aquele se se sente digno de tal, até mesmo um justiceiro pode se sentir, com todo direito, de ser um homem justo;

- A maior confirmação de que os juízes são sinonimo de injustiça, é que tudo que eles julgam certo é apenas uma decisão individual contra a liberdade, com o propósito de condecorar e abonar a moral e sua implacável sede de hipocrisia. Em que, que a justiça é justa, que não seja para satisfazer nosso conceito de vingança individual?;

- Todos reivindicam a justiça, para os atos atroz de um individuo de mente assassina, esquecemos porém, que este tipo de justiça não satisfaz a nossa sede de vingança, e nem resolve a criminalidade, a injustiça e nem a desobediência a lei, então como agir, diante de tantos delitos, de tanta monstruosidade humana? Cada caso tem sua peculiaridade, cada caso é diferente, cada caso merece uma analise diferenciada, insisto, porem, num ato inglório aos olhos da sociedade, enquanto se se teimar em dá a vida de um assassino confesso , algo maior do que ele merece, ou fez por merecer, qualquer ato de justiça terá sido em vão. Ainda que seja inglório..., uma vida não pode ter mais valor que uma atitude monstruosa, em que a própria vida não foi valorizada. Como podemos ter clemencia da vida de quem não respeita a vida? ?Isto é ser justo? Ou será apenas uma forma de satisfação com a nossa comoda consciência justiceira no sentido de se lavar aos mãos se se sentir culpado? Ou será uma justificativa para valorizar a vida em detrimento com a própria vida? Ou será que a nossa justiça só serve para satisfazer a nossa podridão egoísta diante de um ato que significa um tipo de compaixão cada vez mais estúpida e debochada? Ou será que ser justo é ser leniente com a injustiça e com a razão, com o bonito propósito de abonar nossa infinita vontade de ser reto diante de nossa moralidade racional? Ou será que o juiz é justo porque age com um tipo de justiça que justifique nossa deliguencia mental?

- Todo homem considerado justo, se torna um implacável juiz;

- Todo juiz se considera, algo superior, embora está superioridade seja pura arrogância, nada mais;

- A maioria dos juízes, se acham digno de respeito, se acham superior a ralé, será que eles acham também que teriam poder de decidir de que forma irão morrer, ou será que eles acham que lá em cima terá um tratamento vip, a lhe esperar. Tive uma excelente ideia, estou proclamando oficialmente hoje, como o dia do juiz morto, bela deferência para aqueles que se acham acima do bem, do bom, e do depravadamente humano;

- Em que o homem é justo? É bem possível que seja mesmo quando ele se decide por falsear sobre seu senso de justiça, assim ele demonstra ser reto e com isto justo;

- Todos os homens se acham justo no quesito covardia;

- O que diferencia o justo do injusto? Nada, os dois são o mesmo, se trata de dupla personalidade, com duplo senso de justiça ou seria injustiça? Quer coisa mais humana;

- Qual a diferença de uma assassino com um homem justo? Inicialmente nenhuma, até que o justo morra ninguém nunca poderá afirmar categoricamente que ele , num ato insano, também não se transforme em um assassino. Quem tem discernimento, poder para julgar o homem em sua totalidade?

- O bom de ser sempre, de se sentir justo é poder julgar implacavelmente ciente de que fez um julgamento justo, de que fez a coisa certa?

- O que é mais degradante? O senso de justiça de um juiz, ou de um justo? Os dois são desprezáveis, embora o primeiro seja mais consciente disto que o segundo, pois este tem sempre a certeza que é realmente justo;

- Por que se perde tempo julgando alguém pego em claro flagrante? Talvez para satisfazer a hipocrisia, alguém aí tem uma resposta melhor?

- Por que todos os assassinos estão presos, pelos menos os condenados? Não seria justo que estivessem mortos? A compaixão humana é uma comédia, se obviamente não fosse um tremendo erro de julgamento, com o próximo. Existe algo mais injusto que poupar a vida de quem não valoriza a mesma? A importância da vida, de um assassino, para nós é uma coisa assim de outro mundo, embora a covardia tudo explique;

- O que me impressiona na nossa justiça, não é o quanto ela é inócua e ineficiente e sim o quanto ela é desprezada pelo homem;

- Todo juiz é extremamente e exageradamente arrogante, do contrário não seria juiz;

- Qual a diferença entre um JUIZ, O JUSTO e um JUSTICEIRO? O primeiro é justiceiro com o consentimento da sociedade, o segundo é justiceiro com seu próprio consentimento, consciência, e o terceiro é o único justo consigo mesmo;

Eu sou , assumidamente um justiceiro da escrita.