quinta-feira, 11 de junho de 2009

PAI, POR QUE AS CRIANÇAS MORRERAM?

Algo sempre me incomodou, por que morrem, todos os dias, milhares de crianças bebes, mundo afora?

Pode ser que a resposta seja aquela velha observação, "que isto são os desígnio de Deus" e coisa e tal, no entanto sempre que morrem tantas crianças no mesmo dia e horário-juntas, como no incêndio da semana passada, que matou mais de 40 crianças com idade inferior a 5 anos, algo me incomoda, e me faz pensar muito além do conveniente, do aceitável e do propagado.

Albert Camus, escreveu certa vez: "só existe um problema filosófico realmente sério: é o suicídio. Julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia". Não sei bem o motivo, pelo qual resolvi citar Camus, embora algo me diz que até o final deste texto, vai haver um paralelo, considerações sobre o suicídio e a mortes de crianças.(no 'post' "Tá lá um corpo caído no chão" eu comento sobre este velho dilema da humanidade: suicídio)

Para todos os fins crianças, são anjos, doces e imaculadas, são inocentes ao extremos, são meros grãos, ou seja não é justo mesmo que milhares delas morres por motivos banais, idiotas. É provável que a morte destas crianças representam, ou melhor,... é isto mesmo, representam, muito mais do que normalmente poderíamos imaginar. Ao negar a plenitude da vida a estas crianças, a vida nos impõem um dilema, por que uns tem direito e outros não, por que a vida é indiferente, será que alguns são mais sortudo, ou será que no fundo tudo não passa de um magnifico sonho, não no sentido platónico do termo, mas literal, a nossa vida é um daqueles sonhos com começo, meio e fim, um daqueles tipos de sonhos que nos envolvem toda uma noite, é claro que este sonho pode se tornar um pesadelo, vai depender do que fazemos de nossas vidas, baseado nisto a morte prematura de uma criança, significa apenas a interrupção do sonho, logo no inicio. (Segue Amanhã)