sexta-feira, 12 de junho de 2009

PAI, POR QUE AS CRIANÇAS MORRERAM? - Parte II

Ao negar a plenitude da vida, de se viver para estas crianças, esta se negando o conceito de plenitude, o conceito de verdade, e provavelmente o conceito de razão, é como se no final nós tivéssemos a mesma representatividade da plenitude da vida de uma formiga, ou seja, por mais que tentamos, a nossa vida tem o mesmo valor da vida de uma formiga, o que isto significa? apenas que não somos nada, que o nosso pensar, a nossa razão, o nosso bom senso, a nossa verdade, filosofia e religiosidade, só tem, uma única serventia....... nada, nenhuma, é como se nossa existência fosse apenas um bonito e agradável acaso do planeta Terra, acaso este que terminou por se transformar em uma grande praga, e assim como as formigas, nós somos uma detestável praga para o planeta.

Tudo isto me faz lembrar , de um bonito dilema, qual o sentido da vida, na verdade como esperar, como pensar em sentido para a vida, no mesmo instante que morrem milhares de crianças mundo afora, esta afirmação, este conceito, questionamento, pensamento, na realidade só serve para aqueles que tiveram a maravilhosa oportunidade, experiência de viver, a vida em sua plenitude, porque se conseguiram chegar aos 30, 40 anos, é sem duvida porque tivemos a plenitude da vida, e o sentido da vida, é no final um questionamento meramente egoísta, coisa de quem ama a si mesmo, ama se engrandecer, coisa de quem adora tripudiar em cima do próprio conceito de vida, de se viver. Ao se negar a plenitude da vida para estas crianças, se está também negando todo , e quaisquer discussão em torno da irrelevancia do 'sentido da vida'. (Seque amanha)