segunda-feira, 1 de junho de 2009

A COVARDIA INTELECTUAL, FECUNDADA NAS UNIVERSIDADE, É MESMO O NOSSO LEMA

O historiador e cientisto politica Senhor José Murilo de Carvalho, é um gênio(no sentido brasileiro de ser é verdade) uma mente brilhante, merece todas as honrarias que no momento está recebendo. Na semana passada, eu comentei, critiquei e debochei de um pequeno trecho de sua entrevista ao jornal GLOBO(Tem muita gente que não gostou, aliás e a propósito já perceberam que o 'post' sobre a referida entrevista , simplesmente desapareceu no site de busca do google, por que será?).

Na verdade para fazer parte do pequeno rol, de nossos genios, cientistas políticos, sociólogos, ou qualquer outro tipo de intelectual, não é preciso muito, basta que seja graduado, tenha uma ou duas publicações relevantes no meio academico, e o principal falar, escrever se expressar dentro da mais explicita obviedade, falar escrever o óbvio, é mesmo a grande especialidade da intelectualidade brasileira. E isto basta, para serem considerados genios, mentes brilhantes.

O exemplo mais recente, e também o mais grotesco, talvez seja mesmo a covardia a omissão de nosso ditos intelectuais em torno da decisão do Itamaraty em apoiar a candidatura de um egípcio para a direção-geral da UNESCO, sendo que o Embaixador Márcio Barbosa, preenchia, preenche todos os requisitos para a vaga. No entanto ao invés de uma critica contundente e explicita sobre este absurdo de nossa politica externa, os nossos ditos intelectuais, tratam tudo como um simples e comodo "Equivoco, enganos", do Itamaraty sobre o caso, e isto é tudo, é o máximo de revolta, de comentário, que nossos genios, pode chegar.

O cientista politico Amaury de Souza, acaba de lançar o livro "A Agenda Internacional do Brasil", o livro em si "traz o resultado de pesquisas feitas com lideres de vários áreas sobre a politica externa brasileira", como frisou a jornalista Miriam Leitão recentemente em sua coluna(Aliás e propósito, não é culpa da Miriam Leitão preencher uma coluna inteira dando voz aos nossos cientistas políticos, para falarem sempre a mesma coisa, sempre 'o mais do mesmo', sempre obviedade, e isto acontece em todos os tipos de midia, a eletronica e a impressa. A midia não tem culpa, porque isto é o máximo de expressão que nossos intelectuais pode chegar, isto é Brasil, o país que todos amam, que todos falam bem, mais que ninguém , pensa, além do conveniente)O resultado final do livro, é o de sempre, a obviedade, não se critica, não mostra caminho, não dá sugestões, pelo menos não de forma contundente, e convincente tudo é muito educado, elucidativo, pronto para ser devorado nas salas das universidades.

Está covardia intelectual não é apenas no campo politico, pois é o nosso lema em todas as áreas, seja no campo jornalístico, seja no jurídico, ou cientifico. A impressão é que todos de uma forma ou de outra estão amarrados, com a corda do 'poder', ou seja são ponderados, omisso e covardes, para não desperta a ira ideológica de Brasília, e assim serem prejudicados profissionalmente.

Em país que Paulo Coelho tem status de intelectual, é mesmo muito pretensão, querem cobrar coerência de nossa intelectualidade, no entanto não custa nada lembrar que países com a desigualdade, e problemas idênticos ao nossos, como Índia , China, e até mesmo o vizinho Chile, se destacam, na nova ordem mundial, exatamente por terem o diferencial de inteligência, visando apenas a expansão de sua politica, de seu pensamento, diante de um mundo cada vez mais globalizado, e sedento de mentes brilhantes, não no sentido covarde, omisso, demasiadamente ponderado de ser, de se expressar, que é o nosso caso, mais sobretudo aquele tipo de mente, de pensamento, que faz com que o país, seja ouvido, seja seguido, seja um exemplo.

É muito fácil se destacar , em um país onde o analfabetismo é reinante, eu quero ver é se destacar no mundo globalizado, eu quero ver é se fazer ouvir, ser levado a sério, em algum campo, que não seja o do idiotismo. A cada dia, me dou conta que o grande problema, que o nosso grande desafio não é a educação, e sim a covardia, a omissão de nossos intelectuais perante os grandes desafios de nossa educação. Afinal, como batalhar por um povo letrado, se nossos intelectuais são os primeiros a se omitir. Hoje a opinião do escritor português José Saramago(sobre qualquer tema nacional), lá do outro lado do atlântico, tem milhões de vezes, mais impacto, mais relevância, mais peso, que uma entrevista de um Amaury de Souza do que um José Murilo de Carvalho da vida.

Sinceramente eu prefiro acompanhar e ler o escritor e colunista Marcelo Mirisola, do que ler qualquer coisa de óbvio vinda de nossos intelectuais, formados e graduados nas nossas universidades.