quinta-feira, 25 de junho de 2009

ACHO QUE VOU MORRER OUTRO DIA

Vamos, por um ridículo instante, imaginar, como seria, se pudéssemos escolher a hora de nossa morte, vamos supor que a única possibilidade de  morrer, seria através de nossa própria decisão, não necessariamente pelas próprias mãos, mas sim em se decidir, a melhor hora de partir.

É de se imaginar que muitos jovens se decidiriam pela morte, logo nas primeiras desilusões amorosas, ou então no primeiro grande obstáculo, entre centenas que a vida nos impõem. É de se imaginar também que o jeito mais procurado para partir, era mesmo através do sono, ou seja, o sujeito decidia morrer logo após o almoço, pronto ia tirar uma soneca e.... nunca mais. Para os depressivos então... seria um prato cheio, mais em compensação não existiria talvez o conceito de depressão, afinal se todos tivessem a prerrogativa(ou será prorrogativa) de ter o direito da hora da própria morte, é de se supor, que isto seria um fator-comum, tipo assim: - Ontem fulano morreu, também não sei como ele conseguiu , sofrer por tanto tempo, sendo que tinha a chance de se decidir". A questão seria de escolha, se se escolhe viver, sofrer, ou simplesmente morrer. Também não existiria aquela tortura de indecisão, tudo era muito simples, abonado e reconhecido por todos, sem nenhum tipo de cobrança religiosa, ou algo do tipo. É provável que neste estado, o homem viveria em total LIBERDADE.

O medo do homem em torno da morte, é mesmo algo intrigante, não se sabe se por covardia ou por puro comodismo, só sei que a morte é real, queira ou não, uma hora ela vem, e o pior, sem aviso, sem nos dar a chance da despedida, da ultima palavra, do ultimo gesto, do ultimo adeus, do ultimo conselho, eu acho que é por isto que ela tanto apavora, não temos medo da morte, pela morte, e sim de como morremos, pela covardia que ela age, pela extrema frieza que ela atua.

Mais, realmente é apavorante, o jeito como o homem se redime perante, ou seria interessante naqueles instantes anterior a morte, é aterrorizante a forma como agimos(quando se tem a oportunidade, a bem dizer)naquele segundo antes dela atacar, chego mesmo a pensar, que o homem não tem medo da morte, ele tem é receio de perder a vida, do conforto de se estar respirando, vivendo plenamente.

Bom voltando ao tema, seria razoável imaginarmos o quão bom seria, se tivéssemos a maravilhosa chance de escolhermos o momento certo de nossa partida. Eu por exemplo, escolheria morrer hoje, ao anoitecer, me despediria de minha esposa, de minha filha, assim com um simples beijo.. e cairia na cama, sabendo de antemão que não acordaria. Peraí... e como fica a minha filha, a minha esposa, minha mãe, como ficaria o sofrimento destas pessoas. Eu teria coragem de fazer estas pessoas sofrerem tão somente, por covardia, por egoísmo, por deboche em torno de minha própria vida, pensando bem, acho que vou morrer outro dia. Preferencialmente sem saber o dia.