terça-feira, 18 de novembro de 2008

O MAL, O PODER E O PRAZER

De tempos em tempos nos vemos em volta com noticias, acontecimentos, praticados pela natureza e principalmente por monstros que teimamos em confundir como sendo humanos. Casos envolvendo crianças, são sem duvidas os mais macabro, seja pelo fato em si, seja pela lado angelical da vitima. E sempre vem a tona aquele debate do: até onde vai a maldade humana?!

As origens da perversidade humana pode ser analisada por diversas fontes, diversas forma, existem explicações filosófica, psicológica, religiosa e histórica, para todos os gostos por sinal, o difícil porém é achar uma que nos satisfaça e explique tamanha atrocidade, e sempre tem aquele: - por que , afinal isto tinha que acontecer!!

Uma coisa é certa, quanto mais a civilização avança - civilização no sentido de civilidade - mais indignado ficaremos, pois um povo civilizado, é um povo comprometido com a ética, a moral e os bons costumes, e que portanto não se aceita qualquer desvio fora deste contexto. No entanto não podemos esquecer, ao se tentar analisar estes casos, que certas coisas acontece sobretudo porque é a essência humana, como por exemplo a luta sem fim pelo poder do dia-a-dia, seja ele qual for e de que forma se usa para se adquirir tal poder e demonstra-lo perante todos, e por fim o prazer que isto proporciona. E é exatamente nestes detalhes que podemos acham alguma coisa sobre a origem do mal humano, se é que existem algum tipo de origem se é que podemos tratar desta forma. O mal é um sentimento como outro qualquer, banal até, quantas vezes ao dia vem em nossos pensamentos algo maldoso? O problema é quando estes pensamentos se torna único e repetitivo, daí para coloca-lo em prática é um passo, só que antes que isto aconteça vem toda a questão ética, moral, religiosa, o que de certa forma nos faz refletir e enfim esfriar a cuca. Porém certas atitudes como o do caso ELOÁ, só para citar o mais recentes e também o mais escandaloso, nos mostra o quanto somos fascinado, o quanto amamos e nos sentimos de certa forma coadjuvante de tudo que envolve coisas maldosas, atroz. Noticias amorosas, noticias boas, não atrai, não vende, ninguém fica meia hora em frente a tv, assistindo uma reportagem sobre uma criança que salvou um bebe. ninguém compra um jornal que tem um bebe na capa(exceto se for filho de alguma celebridade, não é mesmo?) o que nos atrai é a perversidade, é a desgraça quanto mais atroz mais fiquemos indignado e mais interessado, e isto cria uma rede, um efeito domino, um efeito em que todos de uma forma ou de outra ganha e o principal, exerce direta ou indiretamente alguma forma de poder nós nos sentimos poderoso. Poder de influencia, poder em torno das vendas, dos índice de audiência, poder em nos sentirmos importante e participativo e logicamente todo o prazer que isto vem a proporcional em menor ou maior grau. O que eu quero afirma é o seguinte, todo este processo é maldoso, é mal, é perverso, e é simples se saber o motivo: o sofrimento alheio, individual não nos diz respeito, não nos interessa, principalmente e logicamente se estarmos longe e não possamos fazer de imediato, nada de útil. O que tem de atrair nosso interesse, nossa atenção é qualquer tipo de sofrimento envolvendo o "todo", porque aí sim temos a oportunidade de nos unirmos e fazer, direta ou indiretamente algo de concreto.

Bom, hoje eu não estou com paciência para me prolongar, prometendo voltar ao assunto mais para frente. Porém, o melhor conceito para a definir a maldade humana, é esta: o mal, é qualquer ação que envolve o poder e que nos causa prazer, olhando por este lado, dar para entender porque temos aversão a palavra mal, quando não aceitamos ou não suportamos nossas próprias falhas, defeitos., a tendência é que fiquemos indignado, horrorizado e ao mesmo tempo atraído, e si isto tiver um mínimo de verdade podemos admitir, que nós seres humanos estamos mais próximos daquele tipo de monstros que mencione no inicio, do que propriamente dos seres civilizados, que aparentamos ser. É muito fácil nos tornamos um monstro o difícil é nos comportamos como seres humanos, o difícil é admitir nossas falhas em menor ou maior grau.Em resumo: quando olhamos com indiferença estes pequenos detalhes, estamos na realidade aumentando potencialmente o nosso lado monstro de ser e de se comportar, no entanto e portanto isto por si só ainda não justifica certos comportamento.