terça-feira, 11 de novembro de 2008

IDOLATRANDO O IDIOTISMO

Algumas pessoas são famosas pelo que escrevem, pelo que inventam, pensam, até mesmo por coisas estúpidas que fazem, há também aqueles famosos, que apenas por uma frase designam tudo que se sente ou o que quer dizer, tais frases pode ter um único sentido, significado, pode significar a resposta para o 'tudo' ou o 'nada', dependendo do contexto que se de a elas. Na edição do jornal 'O Globo" de sábado , escolhi duas frases para demonstrar, que a idolatria que se tem por determinados simbolismo, temas, é sempre usado para falar algo a mais, mais também significa o excesso por coisas idiota, que nem mesmo os mais intelectuais levam a sério (por não ser sério, eu tenho a obrigação de levar a sério). O atual Prémio Nobel de Economia escreveu "..se a eleição do primeira presidente negro não mexeu com você, se não o deixou com lágrimas nos olhos e orgulho dos EUA, há alguma coisa errada em você". Ao ler esta bonita frase, cheguei a conclusão que devo sim começar rapidamente a fazer análise, pois com certeza alguma coisa de muito grave há comigo, por via das duvida eu vou deixar para ler a frase novamente daqui a 4 anos. A outra frase antológica só podia vim de nossa madre superiora, dona da coluna 'Panorama Económico', bom vamos a frase, ela diz"... O presidente eleito - e o mundo andará num fio de navalha nos próximos 73 dias. Que eles passem rápido", a nossa madre disse isto à alusão a posse do nosso super-herói em Janeiro, a frase deu a nítida , ou melhor a entender que hoje temos duas conclusões nada conclusiva, enquanto o homem não assume: que iremos ter uma onda generalizada de quebradeira, suicídio, desgraças apocalípticas, sem falar na constatação que somos todos indigno e incapaz, a outra opção é que ao idolatrar certos simbolismo idiota de momento, chegamos a conclusão também que o mundo é plano.

O problema de se morar num país onde a imprensa é ridiculamente pequena(apesar da grandiosidade do país) é exatamente isto, é cairmos sempre na armadilha da ignorância, onde tudo que sai nos jornais tem peso de verdade suprema. Onde qualquer frase tem o poder do incontestável, onde a opinião, um artigo ou mesmo um desabafo , por mais medíocre que seja tem um valor, um poder imensurável, embora no fundo isto seja mesmo verdade, pelos menos num país onde todos tem mesmo preguiça de se expressar abertamente sem medo nem receio de ser criticado. A cairmos na tentação de idolatrar coisas idiotas, estamos reafirmando toda a nossa capacidade de sempre e sempre sermos os fantoche da humanidade. Hoje no Brasil nós temos tantas historias, tantas momentos, tantas situações que merece, mereciam um pouco de atenção, de frases gloriosas, de momentos gloriosos, de espaços generosos, pelo menos para nós nos sentimos orgulhoso de sermos brasileiro e não meros contadores de historias idiotas, de momentos idiotas, onde história, hipocrisia, ´ética e moralismo se confundem e se entrelaçam.

Ao assistir toda a epopeia da imprensa mundial, a do Brasil em especial, por conta destas eleições nos EUA, vem a tona aquele questionamento, o de que pelos nos aqui, a mídia tem sim, um papel, uma importância, como se fosse sim uma espécie de quarto poder, onde tudo e todos gira em torno dela, onde todos se comporta conforme suas directrizes e exemplo, onde todos por ignorância ou por receio de se sentirem excluído agem conforme seus ditames. Ao abonar este preceito, estamos abandonando a nossa própria identidade, ou o que deveria ser identidade. Nenhum país se firmou na ordem mundial, sem antes glorificar sua própria história, seu povo, seus heróis, e é exatamente o que falta na nossa midia, imprensa, contar a historia individual de cada brasileiro. É lógico que os EUA, tem uma importância especial em nossas vidas, isto é real, e não podemos fugir, ou fingir, no entanto nada impede que tenhamos uma atitude mais honrada, não no sentido de ser o que não somos, e sim de darmos menos valor ao que seria aos valores norte-americanos. A impressão que se tem é que somos um pais como a Colômbia, Equador, que o que acontece lá é digno de exagero seja pelo lado ruim ou bom. É muito bonito nos espelharmos na democracia nos norte-americanos, como a mais perto da perfeição, o problema é quando esta idolatria se transforma em algo exagerado, e idiota, a tendência é que fiquemos cego, o suficiente de esquecermos de nossas obrigação de cidadão brasileiro. Junto com a admiração que temos por eles, deveríamos nos aprofundar em nossos problemas, in intuito de solucionar . Hoje, nos temos problema que com uma simples mobilização nacional, teríamos de imediato soluções definitivas, como a luta em torno das reformas, da burocracia e de uma porções de coisas que criticamos diariamente.

Ao analisar a epopeia da mídia em torno dos EUA, observo atentamente a completa ausência de opinião, de se aprofundar em algo que por mais 'histórico', que aparente ser, é na verdade o surgimento de uma midia perdida, incompleta de uma midia baseada única e exclusivamente nos editoriais dos jornais de lá. Mais uma vez... Pior do que termos uma imprensa sem expressão, é termos uma sem opinião própria.

Ontem a noite a F. Bernardes do JN abriu o jornal com a seguinte pérola: Cresce o número de doações de órgãos depois do caso ELOÁ. Preciso dizer mais alguma coisa.Ou seria uma espécie de justificava para a bizarrice que foi o comportamento do telejornal na cobertura de caso, teve um dia que o JN dedicou nada menos que 80% do seu tempo ao caso, de uma forma sensacionalista e irresponsável.