sexta-feira, 7 de novembro de 2008

HIPOCRISIA TEM LIMITE - Parte II

Em paises como França, Inglaterra, e EUA, existe alguma espécie de regulamentação, código de ética da própria mídia, evitando assim que a imprensa, midia, se exceda em sua atividade, como cobertura jornalística pouco jornalística. Aqui, como tudo mais que acontece na casa da mãe Joana, é diferente e exatamente por isso a cada dia somos obrigado a assistir aos mais diversos tipos de bizarrices. O ultimo grande exemplo foi o caso ELOA, houve um dia que o todo poderoso JORNAL NACIONAL, DEDICOU NADA MENOS DO QUE 90% DO SEU CONTEÚDO, tempo dedicado ao caso, é a tal coisa se está dando audiência, vamos em frente, pouco importa se é ético ou não. Neste caso ficou evidente, que os excessos da mídia teve papel negativo no final deste episódio, afinal, quando se dar, há um débil mental papel relevante, a tendência é que se crie um monstro em tempo recorde. A nossa mídia é omissa na maioria dos escândalo envolvendo os três poderes, é a tal síndrome da baixa potencia, em que se caracteriza por se omitir em determinados casos envolvendo certos figurões de Brasilia, é uma espécie de pacto, típico de quem tem sempre algo a esconder, como aconteceu recentemente com as discutíveis decisões do STF., Nestes dois caso fica claro, que a nossa midia não têm compromisso sério com o país, com o povo, já que seu verdadeiro compromisso é consigo mesmo, resultado do lado financeiro que vem com os altos índices de audiência, que certas reportagens de gosto duvidoso, ressuscita no pais, e seu povo faminto por sangue, e porrada na madrugada. Isto termina por resultar em uma imprensa que confunde liberdade de expressão, com liberdade de hipocrisia, onde uma hora aparenta ser séria e comprometida, outra hora nos trata como bobo e de forma totalmente leviana e alienada. Quando se lê alguns editoriais se percebe a seriedade da imprensa, mais quando se percebe uma certa e proposital ausência, no que diz respeito a uma autocrítica sobre a própria midia, se ver que na verdade, apesar das aparência a nossa imprensa é tão hipócrita, quando se trata de se olhar no espelho, que aí ficamos indeciso a quem nossa midia representa, a quem ela quer se portar, se pelo lado ético que diz representar ou se é pelo grotesco e de deboche para com sua própria imagem que diz representar no país. Porque um órgão que tem dificuldade de admitir suas próprias falha dar-se a impressão de não ser sério, onde o bom-senso em distinguir as coisas certas das coisas banais é um exemplo que ainda temos - infelizmente - longo caminho a percorrer, onde perde todos, o país , a imprensa e a verdadeira liberdade de expressão.